"A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer."

(Graciliano Ramos)



sábado, 20 de dezembro de 2008

ENTREVISTA – VALDO

Valdecir João Vieira é uma dessas pessoas a quem admiramos com facilidade. Catarinense de Joinville, Valdo é um apaixonado pelo que faz – pedalar. O ex-padre que adora viajar de bicicleta conhece 28 países, fala português, espanhol, italiano e inglês, conhece a língua indígena tukano e duas línguas africanas de Moçambique, Chinhungue e Ronga, e garante: “O maior prazer de uma viagem é fazer amizade, conhecer pessoas e, de maneira simples e cordial, compartilhar momentos de alegria em diversas comunidades diferentes”.

BSL: Como você começou a fazer cicloturismo? O que o motivou?

VALDO: Comecei quase por acaso. Em 2003 eu tinha acabado de voltar de Roma depois de ter passado por uma situação melindrosa com a perda de uma bolsa de estudos. Eu estava bastante abalado e por isso resolvi viajar. Uruguai, Argentina, Chile, Peru, Bolívia e Paraguai. E foi em Cusco, no Peru, que eu vi, pela primeira vez, um cicloturista com quatro alforjes na bicicleta. Aquilo me chamou tanto a atenção que as pessoas até comentaram a minha atitude. A partir daquele momento comecei a pensar na possibilidade de fazer uma viagem de bicicleta.
Ao chegar a Curitiba, precisei apenas de 10 dias para montar uma bicicleta, comprar os alforjes e treinar no parque. No dia da partida o odômetro marcava 100 km. A primeira viagem foi de 4.070 km = Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Uruguai e volta para Curitiba.

BSL: Qual foi a viagem que mais te marcou? Por quê?

VALDO: De todas as viagens tenho boas recordações. Mas a que mais me marcou mesmo foi o Pedal nas Nuvens, uma aventura no Deserto de Siloli, na Bolívia onde pedalei entre os quatro e cinco mil metros de altitude. O que antes eu não conseguia nem sequer imaginar, de repente se tornou realidade. Descobri que do alto dos meus 63 anos eu ainda era capaz de vencer grandes desafios. A minha confiança e auto-estima aumentou muito depois desta viagem. Venci os meus temores. Dominei o medo.

BSL: Por falar em medo, você não acha que é loucura sair andando sozinho por aí de bicicleta? Você não tem medo?

VALDO: Eu acho que é loucura a gente chegar à terceira idade e “pendurar as chuteiras”. Cada idade tem a sua beleza e é preciso saber vivê-la na sua plenitude. É verdade que é preciso muita determinação e força de vontade para realizar sozinho uma grande viagem de bicicleta. Ainda mais se esta bicicleta for uma Tanajura, uma Cruzbike, uma Reclinada com tração dianteira. Mas a alegria que a gente sente em vencer os desafios é tão grande que até os próprios temores desaparecem. Viajar sozinho tem a vantagem de poder interagir com as pessoas pelo caminho. Em geral você é admirado e as pessoas se identificam com o cicloturista.
BSL: O seu mais novo projeto é o Pedalando pela Paz. Fale um pouco sobre ele e de como pedalar pode contribuir para a paz.

VALDO: O Projeto Pedalando pela Paz é meio arrojado. Tem como objetivo dar a volta ao mundo para levar às pessoas que eu encontrar pelo caminho uma mensagem de Paz. Paz no trânsito. Paz no ecossistema viajando sem poluição. Paz aos corações das pessoas que se aproximam de mim durante a viagem.
Muita gente precisa de um ombro amigo; de uma pessoa de confiança com quem possam desabafar. E, não sei porque, ou talvez eu até saiba, elas sentem confiança em mim. Encontrei uma nova forma de fazer apostolado com alegria. E isto é muito gratificante. Não é preciso falar muito; basta saber escutar.

BSL: Há alguma maneira de acompanhar a sua viagem? Você criou algum site, blog, orkut ou coisa parecida?

VALDO: Toda a viagem vai ser relatada no Diário de Bordo que terá atualização semanal ou sempre que eu tiver acesso à Internet. Basta entrar no meu site.
Tenho também um blog com muitas notícias sobre as viagens.
Para melhor acompanhar a viagem, basta se inscrever no grupo de discussão Pedalando pela Paz que se encontra no site, no blog e no diário de bordo. Toda vez que eu atualizar o diário vou enviar uma mensagem ao grupo informando da atualização e passando também o endereço do Diário de Bordo.

BSL: Você tem algum apoio financeiro ou patrocínio para o projeto? Como as pessoas podem fazer para contribuir?

VALDO: Recebi um apoio de R$ 10.000,00 da FUNCULTURAL Secretaria de Estado de Turismo Cultura e Esporte de SC para ajudar na impressão dos meus livros.

Quem quiser contribuir com o Projeto Pedalando pela Paz pode fazê-lo como Padrinho ou Madrinha, depositando qualquer quantia na minha conta bancária:

Caixa Econômica FederalAgência: 4123 - Tipo: 013 - Conta: 4778-5

Depois é só enviar um e-mail para para que o nome do Padrinho ou Madrinha seja incluído na lista.

BSL: Recentemente você participou da BICICULTURA – Conferência Internacional de Mobilidade por Bicicleta, em Brasília. Como foi a sua participação e o que você pode concluir do encontro?

VALDO: A participação da BICICULTURA foi simplesmente maravilhosa. Tive a oportunidade de falar sobre as minhas viagens de cicloturismo para uma platéia que se mostrou muito interessada. Talvez a motivação maior foi ver um “velhinho” de barba e cabelos brancos falando sobre viagens fantásticas realizadas de bicicleta, em sete países da América do Sul. Um senhor de meia idade comentou no final da palestra. Eu vou começar a pedalar. Se o Valdo fez tudo isto iniciando sem nenhum preparo físico, eu também posso fazer.
A conclusão que tirei no final do encontro foi que finalmente o Brasil está despertando para o uso da bicicleta como meio de transporte alternativo. Um transporte barato, efetivo e que preserva a natureza da poluição. Existe muita gente empenhada em fazer esta mudança acontecer.


BSL: Você tem livros publicados sobre cicloturismo. Como podemos adquiri-los?

VALDO: Tenho três livros sobre cicloturismo:

Pedalando Solitário do Oiapoque ao Chuí
Pedalando e Desvendando a Carretera Austral
Pedal nas Nuvens – Uma aventura na Bolívia, no Deserto de Siloli

Para adquirir os livros basta entrar no meu site.


BSL: Vou repetir para você a pergunta que fiz para a Eliana Garcia, do Clube de Cicloturismo do Brasil: O que é cicloturismo, em apenas uma palavra?

VALDO: Liberdade!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Prefeitura inaugura estação de bicicleta de aluguel em Copacabana

Prefeitura inaugura estação de bicicleta de aluguel em Copacabana
Publicada em: 11/12/2008 às 13:02 - Editoria: Cidade


Editoria: Cidade Rio de Janeiro, Sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

A Prefeitura do Rio inaugurou na manhã de hoje, dia 11, no calçadão do Posto 6, em Copacabana, a primeira das oito estações de aluguel de bicicletas no bairro, dando início ao projeto Pedala Rio. A iniciativa é uma parceria entre a prefeitura carioca e a empresa Sertell, de Recife, vencedora da licitação para operar o projeto.

O evento de inauguração contou com a presença do Prefeito Cesar Maia, de autoridades municipais, representantes da empresa Sertell e técnicos do Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos (IPP) - responsáveis pelo projeto -, além de convidados e freqüentadores da orla. Após a cerimônia, a população pôde experimentar gratuitamente o novo sistema.

Para Cesar Maia, o novo sistema vai modificar o número de pessoas que andam de bicicleta. “Isso significa uma contribuição ao meio ambiente e à saúde”. O engenheiro Daly Esteves, que experimentou o novo sistema, aprovou. “É fantástico e prático, pois não terei mais transtornos em carregar e nem tirar minha bicicleta do prédio. Como o preço é bastante acessível, a partir de agora só vou utilizar o sistema de aluguel”, afirmou.

A implantação do novo sistema traz para a cidade vantagens como o transporte de baixo custo, redução de congestionamento de trânsito, diminuição da emissão de gases poluentes, interação com os outros meios de transporte e melhoria na saúde devido à atividade física.

Para a estudante Julia Noia, 11 anos, é uma maneira saudável de amenizar o trânsito. “Moro no Leme e confesso que adorei esse sistema. De bicicleta chegamos mais rápido aos lugares, além disso, é uma forma de contribuir com a preservação do meio ambiente, já que os ônibus poluem a cidade e as bicicletas não”, destacou.

O projeto Pedala Rio, inspirado no famoso Vèlib francês, prevê a implantação, até o final deste mês, das outras sete estações de aluguel de bicicletas em Copacabana, e, em 15 meses, das outras 42 estações que estarão em funcionamento em Ipanema, Leblon, Lagoa, Botafogo, Flamengo, Centro e Tijuca.

As estações, com capacidade para abrigar de dez a 14 bicicletas, funcionarão das 6h às 22h, e terão um sistema de auto-atendimento ligado a uma central de controle em tempo real dos veículos disponibilizados e recebidos. Os usuários interessados somente poderão adquirir o passe para o aluguel da bicicleta mediante cadastro via internet e pagamento das taxas de R$ 10 (passe diário), R$ 30 (semanal) e R$ 350 (anual). Haverá ainda pagamento da caução no valor de R$ 350,00 com cartão de crédito ou depósito bancário identificado, devolvidos quando a bicicleta for entregue nas mesmas condições da aquisição. A liberação e a devolução do equipamento (em qualquer uma das estações) serão feitas através de aparelho celular.

Até o dia 29 de dezembro, a Sertell realizará uma operação especial, fazendo uma seleção de 200 usuários e 30 formadores de opinião indicados pelas autoridades locais, associações de moradores e organizações não-governamentais defensores de uso de bicicletas que receberão passes gratuitos promocionais. Essas pessoas responderão a pesquisas de opinião para identificar problemas e gerar ações de melhorias no sistema. Os interessados deverão se inscrever no site www.Mobilicidade.com.br.

sábado, 6 de dezembro de 2008

RECEITA DE PÃO DE HORTELÃ

Segue mais uma receita testada e aprovada.

Fiz as três versões da mesma receita: 1-a original (de hortelã), 2-substituindo a hortelã por cenoura e 3-com trigo integral. As duas últimas são por minha conta, mas ficaram ótimas também.

Experimentem e depois façam os seus comentários.



Um abraço.



Ingredientes

1 1/2 xícara de água morna

1/2 xícara de hortelã picada

2 colheres de açúcar

2 tabletes (30g) de fermento biológico

4 1/2 xícaras (bem cheias) de farinha de trigo

2 claras

2 colheres (chá) de sal

5 colheres de margarina.


Preparo
-
Bata no liquidificador a água e a hortelã, até dissolver.
-Junte o açúcar, o fermento e uma colher de farinha de trigo.
-Bata novamente para misturar os ingredientes.
-Deixe fermentar descansando por 15 minutos.
-Adicione as claras, o sal, a margarina e misture bem.
-Adicione a farinha aos poucos, usando uma batedeira.
-Divida a massa em duas formas próprias para bolo inglês untadas com margarina.
-Cubra e deixe crescer por 40 minutos.
-Leve ao forno médio e asse por 45 minutos.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

VIAGEM CAMPOS DOS GOITACAZES (RJ) - GUARAPARI (ES)

Cláudio Quintanilha Siqueira
14/11/2008 – sexta-feira
O tradicional passeio a Guarapari foi um sucesso!
Organizado pela Hard Bike Sport, tendo a frente o “maestro” José Ornes e a “garota-propaganda” Kellen, o passeio já virou tradição, sendo esta a 5ª edição do evento que teve como novidade a companhia de outras pessoas além dos ciclistas que percorrem o trajeto no pedal. Parentes e amigos que optaram em ir de ônibus, fretado para este fim, puderam se juntar ao grupo pela manhã.
A saída aconteceu, como de praxe, em frente a Hard Bike. Após duas orações lideradas por Luciano, os onze pedalantes saíram em direção ao destino às 20h5min, tendo como carro de apoio a Kombi da loja pilotada por José Lírio. Os outros, que são normais, saíram mais tarde no ônibus para dormir em Guarapari e nos encontrar lá pela manhã.

A chuva que caiu o dia todo também nos acompanhou até São Francisco do Itabapoana – uma chuvinha fina, porém persistente - mas nem isso tirou o ânimo da galera. Após percorrermos aproximadamente 30 km tivemos o nosso primeiro contra-tempo: um pneu furado, que foi rapidamente consertado.

Em São Francisco do Itabapoana, fizemos a primeira parada para um lanche mais reforçado, não sem antes rolar um pequeno estresse. Os primeiros a chegar a uma pequena lanchonete localizada na beira da pista disseram para os demais seguirem em frente, que não era para parar. Bom, seguimos eu, Jaba e José Carlos em frente, mas não encontramos nenhuma padaria aberta como desejávamos – também, as onze e tantas da noite, né? - e ficamos esperando pelo pessoal. Após uns longos minutos de espera e vendo que ninguém aparecia, resolvemos voltar para ver o que estava acontecendo. Eles apenas lanchavam enquanto os três patetas ficaram aguardando. Aí foi aquele disse-me-disse. Mas no final tudo se resolve e a coisa descambou para a sacanagem, como sempre acontece. E Tarcísio, como é de praxe, levou a culpa pelo mal entendido.
Em alguns trechos o asfalto é muito ruim e um dos milhares de buracos resolveu se postar exatamente onde passaria Vaninho, jogando o mesmo ao chão. Nada além de um joelho esfolado. Ele escolheu a hora e o local errados para limpar os óculos.
A primeira baixa aconteceu em São Francisco. Bebel resolveu se poupar para o dia seguinte e trocou a bike pela Kombi.
A segunda baixa foi desse que vos escreve. Depois de pedalar aproximadamente 80 km até a divisa dos estados do RJ e ES, em Barra do Itabapoana, também resolvi poupar os meus joelhos. Logo em seguida veio Luciano que pegou uma carona até Marataízes e lá retornou ao pedal.
A partir da divisa dos estados até Marobá a estrada é um horror. Areia, buracos e poças d´água tornavam o percurso difícil, exigindo grande esforço dos ciclistas.
Em Marataízes, já de manhã, o grupo parou para tomar café e o coitado do Lotério se jogou na calçada feito um molambo. Enquanto os demais repunham os carboidratos gastos ele ficou lá, jogado no chão.

Na saída de Anchieta encontramos o para-atleta Helinho – veja a última entrevista no blog – iniciando mais um treino. Falante como sempre, conversou um pouco com o grupo, contou alguns causos, tiramos algumas fotos e lá foi ele, pedalando numa perna só em direção a Guarapari.
Aproximadamente às 10h40min o grupo chegou a Guarapari, onde o restante do pessoal nos aguardava, inclusive Jaba e Cristiano que a partir de Anchieta dispararam na frente e chegaram uns 30 min antes dos demais. Que gás!
Para muitos a cidade de Guarapari dispensa apresentações, mas para aqueles que não a conhece segue abaixo um resumo do que é este pequeno pedaço do litoral capixaba.
Localizada a apenas 64 km da capital do estado Vitória e a 200 km de Campos dos Goitacazes, Guarapari possui a orla quase totalmente urbanizada e, segundo o Guia Quatro Rodas, a melhor moqueca capixaba. Além da vida noturna, hotéis, bares e restaurantes, a cidade oferece outras atrações como a Igreja Matriz, construída de 1585 pelo padre Anchieta; praias, como do Morro, dos Namorados, Castanheiras, Areia Preta, Meaípe entre outras e turismo de aventura: mergulho, escalada e rapel.
No domingo pela manhã, saímos para uma pedalada até Buenos Aires. Aqueles que levaram as suas bicicletas no ônibus juntaram-se aos outros para subir a serra enquanto os demais foram no ônibus para nos encontrar lá.
De um total de aproximadamente 10 km, uns 6 é composto de subida com vistas muito bonitas da cidade, das praias e parte da mata atlântica. Não é de espantar que praticamente metade do grupo pediu clemência antes de concluir a subida e outros somente conseguiram empurrando a bike morro acima. Mas o resultado foi compensador. Além dos banhos revigorantes na cachoeira o grupo foi apresentado a Nasser e sua família que vive isolado no local.
Lá pelas 18 horas retornamos para Campos revitalizados e prontos para mais uma semana de labuta. Bom, eu acho, né.
Veja as impressões dos bikeloucos (para evitar crises de ciúmes, muito comuns entre os psicopatas do grupo, os nomes serão listados em ordem alfabética.)
Bebel – Foi um sofrimento. Um grande desafio. Vou me preparar melhor para a próxima vez.
Carlinho – Excelente!
Clarice – Foi a minha primeira pedalada a Buenos Aires (Guarapari). Adorei a experiência! Foi o máximo conhecer a família Nasser; ter o apoio dos companheiros Cacau e Lotério quando a corrente da minha bike quebrou. Desci melhor com as orientações do Lotério. Haviam me ensinado de forma errada. Se não fosse a dificuldade em passar as marchas, teria subido melhor. Mas fui e voltei na bike. E a chegada foi uma felicidade, pela quebra de limites a que me propus.
E para fechar com chave de ouro, os colegas Cristiano e Carlinho me acompanharam de bike para ver o mar e algumas ruas da cidade, já que não saí ontem por causa das provas que fiquei corrigindo. Obrigada!
Cristiano – Agradeço a Deus pela oportunidade de estar junto com os amigos e que essa união perdure.
Hugo – Pensei em desistir, mas no final fui premiado. Excelente passeio.
Jaba – O percurso foi leve e gratificante, mas Tarcísio pediu arrego. Vaninho é testemunha.
O momento único do passeio foi quando a “perereca” do Tarcísio voou longe quando ele foi fazer uma graça para um cachorro próximo a Marataízes.
José Carlos – Foi a minha primeira experiência num percurso longo. Foi melhor do que o esperado.
Lotério – A soma da ecologia com o esporte gera mais amor. Foi excelente o convívio familiar.
Luciano – Foi difícil, mas se houver outra eu vou de novo.
Tarcísio – Foi uma das mais duras e mais prazerosas.
Vaninho – Não foi uma viagem, foi um massacre. Fui enganado. Mas venho de novo.

Bom, pessoal. Até a próxima. Ano que vem tem mais.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

ENTREVISTA – HELINHO

Foi durante o Iron Biker/2008, em Ouro Preto/MG, onde obteve a 3ª colocação na sua categoria, que conheci essa figura fantástica. Capixaba de Anchieta, casado e pai de três filhos, Welington Antônio Cavalcante, conhecido também como Helinho ou Perninha, como preferem os bikers mais chegados, conta-nos um pouco da sua história e de como foi introduzido no mundo das bikes.



BSL: Há quanto tempo você começou a pedalar?
Helinho: Comecei no final de 2004 através do apoio do Secretário de Esportes da minha cidade Leonardo Fonseca que me colocou no caminho do esporte. Eu fumava duas carteiras de cigarro por dia, bebia, enfim, não tinha um estilo de vida adequado ao esporte e acabei abdicando a tudo isso por causa do ciclismo.

BSL: Antes de conhecer o ciclismo, o que você fazia?
Helinho: Eu era caminhoneiro e sempre pensava que um dia ia tombar o caminhão porque eu andava muito, tinha o pé muito pesado. No entanto, sempre que eu trocava uma idéia com Deus eu falava que se fosse para eu ficar aleijado - e era esse o termo que eu usava - eu preferiria morrer.
Eu sofri um acidente em 16 de agosto de 1996, no trevo de Barão de Cocais/MG,onde perdi a perna.

BSL: A partir daí...
Helinho: Se eu disser a você que eu vivia antes de perder a perna estarei mentindo. Foi um impacto muito grande, mas Deus me deu condições de ver pessoas sem as duas pernas, paraplégicas, tetraplégicas e foi quando eu comecei a pensar que a perda de uma perna é uma limitação, mas é uma coisa superável e me fez repensar a vida. Antes eu só pensava em ganhar dinheiro, trabalhava dia e noite, vivia na bebedeira, na cervejada, era “virado” direto. Esporte, nem pensar. Tomava “rebite” direto para aquentar noitada no caminhão. Quando conheci o esporte mudei a minha vida. Foi quando o Léo (secretário de esportes de Anchieta) me deu uma bicicleta e disse: “agora eu quero ver você parar de fumar”. A partir daí eu tomei a decisão e parei de fumar.
BSL: O que você conquistou desde então?
Helinho: Durante esses quase quatro anos de ciclismo consegui alcançar algumas coisas. Em 2006 fui o 3º colocado na Copa Internacional e vice-campeão no contra-relógio[*], em 2007 fui campeão brasileiro no contra-relógio e vice no ciclismo de estrada e tive a oportunidade de ir para a França disputar o Mundial e, na empolgação, onde a gente acaba cometendo erros, acabei caindo e ficando em 17º lugar na estrada e em 11º no contra-relógio. Em 2008 fui campeão brasileiro de estrada e vice no contra-relógio. Fui para a Cali na Colômbia disputar o Pan-americano e tentar obter índice para as Para-olimpíadas, mas perdi a vaga para Flaviano de Ouro Preto, que é um atleta muito forte e que nos representou muito bem. Havia representantes de 25 paises e acabei ficando na 4ª Colocação na estrada e em 11ª no contra-relógio, mas infelizmente não foi o suficiente.

BSL: E as suas participações no Iron Biker?
Helinho: Em 2006 foi a minha primeira participação no Iron, e como o secretário de esportes de Anchieta cursou a faculdade aqui em Ouro Preto e foi ex-morador do Purgatório (República Purgatório), ele ligou e pediu para o pessoal me hospedar. Hoje eu estou nesta competição por causa deles que são como irmãos para mim. Para este ano, consegui às pressas o dinheiro para a inscrição e não tinha onde me hospedar, mas quando o Leo ligou eles mandaram eu vir.

BSL: Hoje você vive do esporte?
Helinho: Hoje eu vivo do esporte e para o esporte graças aos amigos e à prefeitura de Anchieta que vêm me mantendo. Trabalhei numa firma por um tempo, de 7 às 11 horas, o que me permitia treinar à tarde e levava o nome dela como patrocinadora.


BSL: E como é o seu treinamento?
Helinho: Eu treino de terça a domingo e descanso na segunda. Na semana anterior ao Iron, por exemplo, fiz um treino de resistência de 190 km em 6h40min; para o contra-relógio eu faço em torno de 20 a 30 km; tenho feito também um treino de explosão, tentando pedalar 40 km o mais próximo de 1 hora. No asfalto, sem vento eu já consegui fazer em 1h5min.

BSL: Qual é o perfil dos seus principais adversários?
Helinho: São atletas de 18, 22, 27 anos e eu já estou um pouquinho velho, né?Estou com 37 anos, mas como são poucos atletas não há diferenciação quanto à idade.

BSL: Qual vai ser aproxima competição?
Helinho: Ano que vem haverá algumas provas internacionais e estou na expectativa de conseguir bons resultados.


BSL: Quando foi que você decidiu que queria pedalar a sério?
Helinho: Foi por influência de três colegas: Ivan, Noan e Leonel. Eles me colocaram em cima da bicicleta e disseram que havia o Alarido que corria o Iron Biker e tinha uma perna só e começaram a construir na minha cabeça a imagem de um para-atleta. A primeira vez que subi na bike foram três quedas logo de cara por causa da sapatilha. Para parar eu já gritava, faltando uns 10, 20 metros, “segura, segura, segura”, porque tinham que segurar a bike para eu conseguir tirar o pé. Depois fui acostumando e indo cada mais longe. Tomei gosto e hoje, se eu não pedalar pelo menos uns 30 km por dia, não fico sossegado.
BSL: Helinho, muito obrigado e parabéns mais uma vez.
Helinho: Eu é que agradeço o apoio que tenho recebido de todos, dos meus amigos, da Prefeitura de Anchieta, representada pelo secretário de esportes Leonardo Fonseca e do pessoal da República Purgatório.
Meu pai também tem sido uma pessoa maravilhosa durante todo esse tempo. Não saio para uma competição sem ligar para ele e receber a maior força. Ele me incentiva muito.

[*] No contra-relógio os ciclistas não disputam entre si a melhor colocação. Eles têm o tempo cronometrado, vencendo o atleta que fizer o percurso (normalmente distâncias mais curtas, em torno de 30 a 40 km) em menor tempo.

domingo, 5 de outubro de 2008

ESTERÓIDES ANABOLIZANTES

Cláudio Quintanilha Siqueira
Esteróides androgênicos anabólicos (ou simplesmente anabolizantes) são drogas que promovem o crescimento muscular (efeito anabólico) e o desenvolvimento das características sexuais masculinas como: pêlos, voz grossa e barba (efeito androgênico). São geralmente derivados do hormônio sexual masculino testosterona, fabricado nos testículos, e usadas no tratamento de pacientes que não produzem em quantidade suficiente a testosterona, porém muitas pessoas as tem utilizadas na busca de melhor aparência - para ter um corpo “sarado” - e na melhoria da performance desportiva. Os homens jovens são os maiores usuários dessas drogas, mas o seu uso tem crescido entre as mulheres.
Os esteróides anabólicos foram descobertos em 1930 e, desde então têm sido utilizados em várias situações médicas como a estimulação do crescimento ósseo, crescimento muscular e em condições debilitantes de portadores de câncer e AIDS, mas atualmente são muito procurados por atletas ou pessoas que querem melhorar a performance e a aparência a todo custo devido a sua propriedade de aumentar os músculos e a força física.
Os anabolizantes podem ser tomados em forma de comprimidos ou injetáveis, porém o seu uso indiscriminado pode levar o usuário a utilizar uma dosagem excessiva e gerar efeitos indesejáveis sobre o corpo, o comportamento e a cognição. Essas drogas podem levar ao aumento da irritabilidade, à agressividade, euforia, alteração de humor, distração etc. E o que é pior, alguns usuários chegam ao cúmulo do absurdo de utilizar produtos veterinários à base de esteróides.
No Brasil essas drogas entram muitas vezes de maneira ilegal e são vendidas em academias, farmácias e pela Internet e muitas delas são falsificadas e/ou misturadas a outras drogas, o que potencializa os riscos para o organismo do usuário.


Os principais efeitos colaterais do abuso dos esteróides incluem tremores, acne severa (veja o caso recente do jovem alemão em http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL737521-5603,00-ALEM+DE+FERIDAS+ANABOLIZANTES+PODEM+LEVAR+A+CANCER+E+FEMINIZACAO.html), retenção de líquidos, aumento da pressão sanguínea, aumento do colesterol, tumores no fígado e alterações na morfologia do ventrículo esquerdo do coração.

Além dos efeitos acima, outros também poderão surgir como a diminuição do tamanho dos testículos, redução da quantidade de espermatozóides, impotência, desenvolvimento de mamas e aumento da próstata nos homens. Na mulher poderão surgir pêlos faciais, alterações no ciclo menstrual, aumento do clitóris, voz grossa e diminuição dos seios, enquanto os adolescentes poderão ter o crescimento prejudicado, definitivamente.
Como são medicamentos, essas drogas devem ser prescritas por médicos e a sua compra deve ser acompanhada de receita médica. Aqueles que fazem uso e forem pegos sem a indicação médica, vendendo ou mesmo fornecendo gratuitamente podem sofrer as conseqüências previstas no Código Penal Brasileiro: Art. 278 – venda de substâncias nocivas à saúde e Art. 282 - falso exercício da medicina.
Pessoas equilibradas, racionais, que estejam bem consigo mesmas e que desejam apenas ter um corpo em forma e boa qualidade de vida não precisam de artifícios para mostrar músculos cada vez maiores a fim de impressionar.


FONTES E REFERÊNCIAS

BRASIL, Código Penal Brasileiro. Decreto Lei n° 2848.

CEBRID – Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas. Questionário sobre drogas. http://www.unifesp.br/dpsicobio/cebrid/quest_drogas/esteroides_anabolizantes.htm. data: 25/09/2008.

Drogas – Esteróides anabolizantes. Disponível em http://www.saudeemmovimento.com.br/conteudos/conteudo_frame.asp?cod_noticia=151. Data: 25/09/2008.

Esteróides anabolizantes: Disponível em http://www.viverbem.fmb.unesp.br/esteroides_anabolizantes.asp. Data: 23/07/2008.

JUSTE, Marília. Além de feridas, anabolizantes podem levar a câncer e feminilização. Disponível em http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL737521-5603,00-A LEM+DE+FERIDAS+ANABOLIZANTES+PODEM+LEVAR+A+CANCER+E+FEMINIZACAO.html . Data: 25/09/2008.

WIKIPEDIA. Esteróides anabolizantes. Data: 26/09/2008

domingo, 28 de setembro de 2008

ENTREVISTA – TARCÍSIO

Todos sabemos, ou pelo menos já ouvimos falar, que praticar atividades físicas é bom para a saúde. As atividades aeróbicas como nadar, correr, caminhar e pedalar são, particularmente, importantes para a manutenção da saúde do sistema cardiovascular.
Estamos comemorando o Dia Mundial do Coração e a data é mais do que propícia para apresentarmos aqui o caso concreto de obtenção de saúde e melhoria na qualidade de vida do amigo Tarcísio Gomes de Carvalho, funcionário público federal, 52 anos e uma exemplo a ser seguido.
Esta entrevista foi realizada durante o trajeto de volta do passeio a Sana (Macaé / RJ).
Enquanto o ônibus trafegava pela BR-101 o companheiro Tarcísio nos relatava a sua história e, com a ajuda do amigo Jaba, realizamos a entrevista a seguir.

BSL: Há quanto tempo você começou a pedalar e o que o estimulou?
TARCÍSIO: Comecei a pedalar há um ano e meio por orientação médica após um infarto, em fevereiro de 2006. Fiz duas angioplastias. A primeira não foi bem sucedida, então tive que fazer a outra onde recebi um implante de “stent farmacológico”.

BSL: Antes disso você era sedentário?
TARCÍSIO: Totalmente. Pesava 90 kg e as minhas taxas eram todas altas: triglicérides, colesterol...
BSL: O que mudou na sua vida depois que você começou a pedalar?
TARCÍSIO: Descobri que a atividade física melhora a qualidade de vida e nos desperta também para a ecologia.

BSL: Você encontrou muitos obstáculos. Como você venceu os desafios que se apresentaram?
TARCÍSIO: Cada desafio vencido melhora a nossa condição de vencer os obstáculos.

BSL: E com relação à família? Houve alguma mudança?
TARCÍSIO: O relacionamento melhorou porque a minha companheira me dá muito apoio e o nosso senso de humor também melhora. A atividade melhora o nosso condicionamento em todos os sentidos.
BSL: Qual foi a pedalada que mais te marcou?
TARCÍSIO: A primeira, porque saí sem qualquer experiência em direção a Rio Preto que é um trajeto muito forte para quem não está acostumado, com 42 km e muitas subidas. Voltei rebocado na moto do Marcão, um colega do trabalho.

BSL: Como foi o seu contato com o grupo atual, com o qual você pedala agora?
TARCÍSIO: Estava pedalando sozinho para Rio Preto, como disse, e o Renato (depósito Ianez), até então um desconhecido, me encontrou no caminho e me convidou para pedalar com o grupo. A primeira pedalada com o grupo foi num passeio a Santa Clara com o pessoal da Hard Bike (http://www.hardbikesport.com.br/). Daí para a frente ficamos sempre em contato: Jaba, Luciano, Lotério, Renato, Carlinhos, Cacau...

BSL: Um ano e meio depois, como você está?
TARCÍSIO: Hoje eu peso 72 kg e na última visita ao meu médico ele suspendeu, de forma progressiva, todos os meus remédios.

Jaba: Você recentemente me disse alguma coisa com relação às subidas que nós enfrentamos nas pedaladas...
TARCÍSIO: Quanto mais alto, mais perto de Deus se está.

Jaba: Lembrei agora das palavras de Bertold Brecht que se enquadra bem na sua história:
Há homens que lutam um dia, e são bons;
Há outros que lutam um ano, e são melhores;
Há aqueles que lutam muitos anos, e são muito bons;
Porém há os que lutam toda a vida
Estes são os imprescindíveis
TARCÍSIO: Eu só tenho que agradecer o carinho de todos e fazer o possível para que Deus permita pedalar com vocês por muito mais tempo.
Grande é o homem que sabe reconhecer o seu erro e voltar atrás.

sábado, 27 de setembro de 2008

Cafeína X Ciclismo

Pesquisa demonstra que cafeína melhora desempenho de ciclistas.

Ciclistas que ingerem cafeína anidra uma hora antes da realização de exercício de curta duração, em competições, podem ter melhor desempenho na prova. Este foi o resultado da pesquisa feita pelo profissional de Educação Física Leandro Ricardo Altimari, depois de realizar mais de cem testes físicos, em uma parceria entre os laboratórios de Estudos Eletromiográficos e o de Fisiologia do Exercício, ambos da Faculdade de Educação Física (FEF). Orientado pelo professor Antonio Carlos de Moraes, Altimari concluiu que a ingestão de seis miligramas de cafeína por quilo de peso corporal aumenta o tempo de exaustão e atenua a taxa de fadiga muscular do atleta. Isto significa que o ciclista se mantém mais tempo fazendo exercício de alta intensidade.
Segundo o educador físico, a ingestão de cafeína por atletas era proibida até 2004 pela Agência Mundial Antidoping. Como a substância está presente em vários alimentos que fazem parte da dieta habitual de muitos países – e também por questões relacionadas ao controle –, acabou sendo liberada sem que sua ingestão seja hoje considerada doping. Neste sentido, o que se buscou identificar na pesquisa realizada na FEF foi o efeito da substância sobre o desempenho físico, bem como os prováveis mecanismos de ação em exercícios de curta duração – menor que dois minutos – e alta intensidade, uma vez que seus efeitos para melhora da performance em exercício de média e longa duração já são conhecidos.
Os testes foram feitos com 12 ciclistas com idade média de 27 anos, que realizaram exercícios em ciclossimulador importado exclusivamente para avaliar as condições reais de competição. "Procuramos simular a atividade motora de pedalada o mais próximo do realizado em ambiente externo, ou seja, durante as competições, para obter resultados eficientes", destaca o professor de Educação Física, atualmente do quadro docente da Universidade Estadual de Londrina.
Num primeiro momento foram identificadas as características fisiológicas dos voluntários. Na seqüência, foram propostas atividades, desenvolvidas entre seis e sete semanas. Para efeito de comparação, o grupo de atletas foi testado em duas condições distintas: uma com ingestão de cafeína e outra placebo, por meio de sistema duplo cego, com no mínimo 72 horas de intervalo entre os testes.
O que se observou, ao longo dos testes, foi que a cafeína atua como estimulante sobre o sistema nervoso central. Ela melhora o desempenho nos exercícios de curta duração por meio de aumento na velocidade da condução dos impulsos nervosos para as fibras musculares.
Este aspecto, explica Altimari, causa redução da taxa de fadiga muscular. Outro achado importante foi que os indivíduos iniciaram o exercício com percepção subjetiva de esforço menor após a ingestão da substância. Segundo o estudo, a cafeína mascara a percepção que o indivíduo tem do esforço que ele realiza em determinado exercício.

Texto: Raquel do Carmo Santos Fonte: Jornal da Unicamp
Publicado em: 25/09/2008
http://www.saudeemmovimento.com.br/reportagem/noticia_frame.asp?cod_noticia=2741

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

TERMOGÊNICOS NATURAIS

Termogênicos naturais
Alimentos que ajudam a acelerar o metabolismo e a queimar mais calorias durante a prática de exercício físico.
23/09/2008
Por Cesar Candido dos Santos

Toda ajuda saudável é bem-vinda quando se está disposto a perder peso. Agora, imagine poder acelerar o processo de emagrecimento comendo coisas saborosas durante todo o dia. Maravilhoso, não? O ponto de partida é que todos os alimentos necessitam que o corpo humano gaste energia para serem digeridos. O mais interessante é que existem alguns em especial que se destacam mais que os outros, pois fazem com que o metabolismo trabalhe em um ritmo acelerado e gaste mais colorias. Eles são os chamados termogênicos. “Quanto mais difícil é a digestão, maior o valor termogênico do alimento. Esses alimentos são responsáveis por mais ou menos 10% do gasto total de energia do corpo e, quando estão associados a condimentos, potencializam o seu efeito”, explicou Camila Gabriela Camargo, nutricionista da Prefeitura Municipal de Itu e do Atendimento Clínico e Esportivo.Para queimar gorduraEntre os principais “queimadores” de gordura estão: gengibre, vinagre de maçã, pimenta vermelha, acelga, couve, brócolis, laranja, kiwi, cafeína, canela, guaraná, chá verde, água gelada, linhaça, salmão, sardinha, mostarda, aspargos, gorduras vegetais (como o azeite) e produtos derivados do chocolate amargo. O ideal é incluir pequenas porções desses alimentos no cardápio do dia a dia para não sobrecarregar nas calorias consumidas e ter o efeito contrário, ou seja, engordar. “O efeito térmico de cada alimento varia de acordo com os alimentos existentes na dieta, sendo maior após o consumo de carboidratos e proteínas e menor após a ingestão de gordura”, orientou Camila.Sem milagresMas está enganado quem pensa que pode emagrecer apenas comendo alimentos termogênicos, pois, para que produzam o resultado esperado, eles precisam ser associados a uma dieta balanceada e a prática regular de atividades físicas. “Os termogênicos aceleram o metabolismo e o processo de emagrecimento, mas sozinhos não tem nenhum efeito no organismo. Eles precisam estar associados a um estilo de vida saudável e uma rotina de exercícios. Uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, cereais integrais e carnes magras é muito importante para que se obtenham os efeitos esperados destes alimentos”, explicou Renata Rodrigues de Oliveira, nutricionista do Instituto Mineiro de Endocrinologia. “Se a pessoa ingerir somente os termogênicos, pode ocorrer um desequilíbrio de nutrientes”, completou Camila.Evite exagerosApesar de acelerarem a queima de calorias e serem grandes aliados daqueles que desejam emagrecer, o consumo excessivo de alguns alimentos termogênicos deve ser evitado, principalmente, por pessoas que possuem estomago sensível. “Mesmo sendo naturais, o consumo desses alimentos não é indicado para pessoas que possuem o aparelho digestivo sensível ou apresentam problemas estomacais, porque o uso de condimentos como a pimenta e o gengibre podem agravar o quadro”, alertou Renata.Além disso, não é indicado que estes alimentos sejam utilizados na parte da noite, pois podem causar insônia e dificultar o sono. “Os termogênicos também são considerados estimulantes. Por isso, não devem ser consumidos após as 17h, pois podem atrapalhar o sono de pessoas mais sensíveis”, disse Camila.

http://prologo.uol.com.br/scripts/materia/materia_det.asp?idMateria=2396&stCanal=Nutrição

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Enquete sobre o blog

Caros amigos;
A sua opinião é muito importante para a continuidade do nosso trabalho, portanto solicito a colaboração de todos para responder a enquete. Críticas e sugestões são bem vindas.
Um abraço e muito obrigado.