"A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer."

(Graciliano Ramos)



sexta-feira, 30 de outubro de 2009

TREINAMENTO PELO VO2máx

Cláudio Quintanilha Siqueira

Dando segmento à proposta de desvendar alguns conceitos da área esportiva e do treinamento em geral, retomaremos a atividade abordando o tópico VO2máx, descrito por Dantas (2005) como a velocidade em que o oxigênio é consumido. Em outras palavras, quanto melhor é o seu condicionamento físico maior será o valor do seu VO2máx, também identificado pelo autor como o consumo máximo de oxigênio ou Potência Aeróbica Máxima.
Complementando o raciocínio acima podemos utilizar a definição de Leite (1986), citado por Marins & Giannichi (2003), segundo a qual o VO2máx é a "Quantidade de oxigênio que um indivíduo consegue captar do ar alveolar, transportar aos tecidos pelo sistema cardiovascular e utilizar a nível celular na unidade de tempo."
O método de treinamento pelo VO2máx (apurado no teste ergométrico ou no teste específico para a sua determinação) oferece a vantagem da praticidade, segundo Marins & Giannichi (2003).
Após a determinação do VO2máx, selecionamos o percentual de trabalho, levando em consideração o nível de condicionamento inicial do indivíduo. "De uma forma geral podemos optar normalmente entre 60 a 90% do VO2máx." (MARINS & GIANNICHI, 2003).
Quando se inicia um esforço físico, o consumo energético aumenta e três situações podem ocorrer, como enumera Dantas (2005):
1- Mais de 100% do VO2máx: esforço extenuante. Quando as reservas de creatina fosfato (CP) se depletarem, a atividade não poderá mais ser realizada.
2- Entre 100 e 85% do VO2máx: esforço intenso. A intoxicação do organismo pelo ácido lático impedirá a continuação da atividade além de, aproximadamente, 1,5 minuto.
3- Menos de 85% do VO2máx: esforço leve. O aumento do aporte de oxigênio às células musculares, após algum tempo, permite que o sistema aeróbico ressintetize o ATP* necessário.
* ATP (Adenosina Trifosfato) é a molécula presente nas células, liberando energia para a realização de trabalho. As reações químicas que ocorrem no interior das células permitem a transformação dos alimentos ingeridos em adenosina trifosfato (ATP).

REFERÊNCIAS

DANTAS, Estélio M. A prática da preparação física. 5ª ed. Rio de Janeiro: Shape, 2005.

MARINS, João C. Bouzas; GIANNICHI, Ronaldo S. Avaliação e Prescrição de Atividade Física: guia prático. 3ª ed. Rio de Janeiro: Shape, 2003.

Um comentário:

Soul biker disse...

Bom post! Parabéns pela qualidade da postagem, vou lincar isto no meu blog Biker's Soul, aparece por lá. (http://soulbiker.blogspot.com/)