sexta-feira, 22 de maio de 2009
Projeto de Lei para diminuir o IPI de bicicletas e componentes
Para assinar o abaixoassinado acesse o link
http://www.inacio.com.br/abaixo-assinado
Um abraço e boa sorte.
sexta-feira, 24 de abril de 2009
EFEITOS PSICOLÓGICOS DA PRÁTICA DE CICLISMO

Cláudio Quintanilha Siqueira
Além dos efeitos fisiológicos oferecidos pela prática de ciclismo, tema já abordado por este blog (Efeitos fisiológicos da prática de ciclismo), os benefícios psicológicos também aparecem com a devida importância.
A vida tem se tornado cada vez mais complexa e urgente. Todos temos pressa! Somos a cada dia mais e mais exigidos pelas circunstâncias. As exigências vêm de todos os lados. Desemprego, inflação, violência, poluição adicionam ainda mais estresse ao nosso dia-a-dia, afetando a nossa saúde mental e o bem-estar psicológico, e não é de hoje que muitas pessoas tentam compensar estes momentos com alguma atividade que lhes traga prazer e as faça esquecer por algum momento das aflições do dia-a-dia e dentre essas atividades estão os exercícios físicos. As pessoas descobriram que a prática esportiva, praticada preferencialmente em caráter não-competitivo, proporciona, além de um bom condicionamento físico, relaxamento mental, oferecendo ao praticante momentos de total desligamento dos problemas diários.
Segundo Werneck (2006) há demonstrações de que sessões agudas de atividade física promovem uma melhoria nos estado de humor, com a diminuição da tensão, ansiedade, depressão e raiva e aumentos no vigor, que podem durar horas após os exercícios.
Weinberg & Gould (2001) afirmam que pesquisas mais recentes indicaram que a atividade aeróbica de alta intensidade não é absolutamente necessária para produzir benefícios e que atividades como exercícios de peso ou resistência, ioga e outros anaeróbios tem produzido efeitos positivos sobre o bem-estar psicológico. Entretanto, “o exercício aeróbio parece potencializar esses efeitos positivos sobre o humor e sobre o estado psicológico...”
Um fenômeno bastante divulgado é o chamado “barato do corredor” (runner’s high), que ocorre quando o exercício vigoroso leva a pessoa a produzir endorfinas, que são liberadas durante exercícios longos e contínuos, com intensidade entre moderada e alta como a natação, a corrida e o ciclismo, causando uma sensação de bem-estar.
Todas as evidências sugerem uma relação positiva entre exercícios e bem-estar psicológico. De acordo com Weinberg & Gould (2001) várias hipóteses, tanto psicológicas quanto fisiológicas, foram propostas para explicar como o exercício funciona para aumentar o bem-estar e “é provável que mudanças positivas no bem-estar psicológico sejam devidas a interação de mecanismos fisiológicos e psicológicos”, pois “a saúde deixou de ser considerada uma condição meramente física e passou a ser concebida como uma interação de aspectos físicos, psicológicos e sociais.” (WERNECK, 2006).
Os pesquisadores propõem mecanismos psicológicos e fisiológicos como responsáveis pelos efeitos positivos do exercício sobre o bem-estar psicológico.
Explicações fisiológicas: aumento no fluxo sanguíneo cerebral, mudanças nos neurotransmissores cerebrais como a norepinefrina, endorfinas e serotonina, aumentos no consumo máximo de oxigênio e liberação de oxigênio para os tecidos cerebrais e redução na tensão muscular.
Explicações psicológicas: esquecer os problemas cotidianos, sensação aumentada de controle, sentimento de competência, interações sociais positivas e melhora no autoconceito e na autoestima.
Agora meus amigos, que tal deixar os problemas esvaírem numa boa pedalada?
Um abraço.
FONTES E REFERÊNCIAS
WEINBERG, Robert S.; GOULD, Daniel. Exercício e bem-estar psicológico, in: Fundamentos da psicologia do esporte e do exercício. São Paulo: Artmed, 2ª ed., 2001.
WERNECK, Francisco Zacaron et al. Efeitos do exercício físico sobre os estados de humor: uma revisão. Revista Brasileira de Psicologia do Esporte e do Exercício, vol. 22-54, 2006. Disponível em http://www.eef.ufmg.br/sobrape/Artigo2_final.pdf. Data: 23/04/2009.
www.copacabanarunners.net/endorfina.html
segunda-feira, 13 de abril de 2009
PEDALA-DF: Verdade X Mentira
http://www.bicicletadadf.blogspot.com/2009/04/pedala-df-verdade-x-mito.html
quinta-feira, 9 de abril de 2009
ALONGAMENTOS

Muitos confundem Flexibilidade com Alongamento, por isso é necessário diferenciar os dois termos. Segundo Johnson & Nelson (1969), citados por Marins & Giannichi (2003), "flexibilidade é a habilidade de mover o corpo e suas partes dentro dos seus limites máximos sem causar danos às articulações e aos músculos envolvidos", portanto, flexibilidade é uma característica física e pode ser influenciada por vários fatores como a idade, sexo, massa muscular e a hora do dia, e representa um elemento importante na maioria das modalidades esportivas, contudo, é necessária, também, ao indivíduo sedentário, pois "a redução da flexibilidade está intimamente associada às lesões como as lombalgias." (MARINS & GIANNICHI, 2003).
Já os alongamentos são exercícios que promovem o aumento da flexibilidade. São fáceis de realizar, mas quando realizados de forma incorreta podem prejudicar e ocasionar lesões, por isso deve-se prestar atenção à postura e ao alinhamento do corpo; podem ser feitos a qualquer hora e em qualquer lugar.
Melhor flexibilidade traz muitos benefícios, não só para o atleta como para todas as pessoas, pois reduz a tensão muscular, aumenta a amplitude dos movimentos favorecendo a movimentação do dia-a-dia, previne lesões e facilita a realização de atividades físicas como o ciclismo.
Antes e durante os exercícios de alongamento, contudo, é importante observar algumas recomendações:
- Realizar um aquecimento de 5 a 10 minutos;
- Alongar de forma lenta e gradual até sentir um pequeno desconforto;
- Sustentar a posição por 10 a 30 segundos;
- Evitar movimentos bruscos durante os exercícios;
- Retornar à posição original de forma suave;
- Observe a postura e o alinhamento do corpo;
- Respeite os seus limites.
Existe ainda muita controvérsia sobre o fato de os alongamentos previnirem lesões, mas, mesmo assim não devemos parar de fazer os exercícios antes e após a prática esportiva, procurando sempre o aconselhamento de um profissional de educação física.
Veja abaixo alguns links com sugestões de exercícios de alongamento e boas pedaladas.
http://www.corberabtt.net/Imatges/Estiraments%20BTT%20copia.jpg
http://www.geocities.com/triathlonpaiva/alongamento1.gif
http://www.caminhodesantiago.com/walter/img/alongamento.gif
FONTES E REFERÊNCIAS
Revista Pedal. Ed. 54/2009.
http://www.alongamentos.com/alongamento-no-esporte.htm
domingo, 29 de março de 2009
Menos de uma semana depois de queda, Lance volta à bicicleta
Uma queda, uma placa de metal para consertar a clavícula e 12 pinos. Mesmo com tudo isso, Lance Armstrong já está de volta à bicicleta. Não que o norte-americano já esteja curtindo o vento e o asfalto das estradas. Por enquanto os esforços são controlados e o heptacampeão da Volta da França tenta manter sua forma dentro de casa, em uma bicicleta ergométrica.Em seu Twitter – o ciclista é um dos que mais usa a ferramenta, a exemplo do que aconteceu nesta semana, - ele contou que pedalou por 30 minutos. A intenção é não perder a forma e estar pronto para correr o Giro d’Itália, em maio, mesmo que sua recuperação seja prevista para 12 semanas.
Depois de colocar um vídeo em que mostrava a radiografia do pós-cirúrgico, Lance postou também fotos dele na bicicleta ergométrica e, pasmem, até dos curativos e da área em que houve a incisão. Recomendado para quem não tem estômago fraco!
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
O AZEITE DE OLIVA

Alimentação balanceada e a prática regular de atividades físicas são os maiores aliados para a manutenção de uma boa saúde. No entanto, alguns alimentos merecem destaque pelas propriedades preventivas e terapêuticas que apresentam; além de serem uma boa fonte de energia para quem pratica esportes.
Juntamente com a videira, a oliveira (Olea europea) foi uma das primeiras árvores a serem cultivadas há mais de 5000 anos no Mediterrâneo e Ásia Menor. E, desde o século VII a.C. o óleo de oliva começou a ser investigado por filósofos, médicos e historiadores devido às propriedades benéficas ao ser humano.
Estudos mais recentes provaram que países onde a dieta é tradicionalmente rica em azeite têm uma incidência menor de problemas cardiovasculares, como é o caso dos povos mediterrâneos. No entanto, o seu consumo hoje não se restringe apenas às regiões produtoras e espalha-se por países mais distantes como o Japão, Austrália ou Brasil.
A palavra azeite origina-se do vocábulo árabe “Az-zait”, que significa “sumo da azeitona” e era utilizado originalmente pelos povos mesopotâmicos para untar o corpo para se proteger do frio, aliviar a dor e curar feridas, amaciar a pele e os cabelos, como combustível para iluminação, lubrificante de ferramentas e em ritos religiosos.
De acordo com o INMETRO, o “azeite de oliva é o produto obtido através do processamento do fruto das oliveiras, a azeitona, sendo que, para ser denominado como azeite de oliva o produto não pode apresentar mistura com qualquer outro tipo de óleo”. Ainda segundo o órgão, somente a certificação dá ao consumidor a garantia de que o produto está de acordo com os requisitos estabelecidos nas normas e regulamentos técnicos aplicáveis.
O azeite de oliva, por ser rico em ácidos graxos monoinsaturados, favorece o controle do colesterol, ajudando a reduzir o colesterol “ruim” (LDL) e mantendo o nível do “bom” colesterol (HDL). E, pela sua composição, favorece na prevenção e tratamento de várias doenças como: aterosclerose, trombose, diabetes tipo 2, alguns tipos de câncer (mama, próstata e trato digestivo), fortalece o sistema imunológico etc; além de possuir as vitaminas lipossolúveis A, D, E e K e auxiliar na absorção do cálcio, prevenindo ou combatendo a osteoporose.
Cientistas de diversas universidades européias publicaram um trabalho onde comparam exames de imagem de voluntários antes e depois do consumo do azeite de oliva e observaram que o hábito de consumir o óleo diminui os depósitos de gordura no abdômen. Ou seja, o consumo regular[1] do azeite de oliva evita o acúmulo de gordura visceral, que está relacionada a doenças cardiovasculares e diabetes.
O fruto das oliveiras também merece destaque. A azeitona apresenta propriedades que a torna uma excelente aliada da nossa saúde. Por não possuir colesterol e conter grande quantidade de ácidos graxos a azeitona pode prevenir o infarto do miocárdio, derrame e aterosclerose, pois ela inibe o acúmulo de gordura nos vasos sanguíneos. As olivas contêm também as vitaminas A e E, fósforo e potássio, que previne as indesejáveis cãibras durante as pedaladas mais severas e regula os batimentos cardíacos; além de tudo, são grandes fontes de fibras, componentes fundamentais para o bom funcionamento do aparelho digestório. Já os hipertensos devem evitar o seu consumo devido à salmoura utilizada na conservação dos frutos.
Existem cerca de 270 variedades de azeitonas, no entanto, somente 24 são regularmente utilizadas na produção de azeite. A variedade das azeitonas e o tratamento do óleo depois da prensagem permitem a fabricação de diferentes tipos de azeite, que são classificados com base nas suas características organolépticas (sabor e aroma), analíticas (acidez) e pelo processo extrativo. Existem basicamente três tipos:
Extravirgem: o mais indicado para beneficiar a saúde. Tem sabor intenso e é o mais puro dos tipos de azeite, com acidez menor que 1 %. É obtido de uma única prensagem das azeitonas. Por não ser misturado a outros óleos e não sofrer a interferência do calor é o que possui maior concentração de antioxidantes.
Virgem: tem acidez de até 2 % e sabor menos acentuado que o extravirgem.
Refinado: são os azeites com acidez maior que 2 % ou com impurezas.
Puro: obtido pela mistura do azeite refinado com o virgem. Tem acidez máxima de 1,5%.
CURIOSIDADES
-Na época dos grandes descobrimentos, por volta do século XVI, o azeite era obrigatório nos navios, utilizado como base para o preparo de medicamentos.
-O período de maturidade e plena produção da oliveira situa-se entre 35 e 150 anos, mas conhece-se espécimes com 2000 anos.
-Os países da União Européia representam 81 % da produção mundial de azeite.
-A Espanha é o maior produtor de azeite, participando com 39 % da produção mundial.
-A Itália é o maior mercado consumidor, com 740 mil toneladas anuais.
-O Brasil está entre os 10 países de maior consumo mundial, no entanto, o consumo per capita (170 g/ano) ainda é muito baixo se comparado à Grécia (25 kg/ano) e Espanha (12 kg/ano).
-O Brasil não figura entre os produtores de azeite devido às condições climáticas desfavoráveis para o cultivo da oliveira.
-Quando bem conservado, abrigado da luz e do calor, o azeite tem o prazo de validade de três anos.
-São necessários de 4 a 5 kg de azeitonas para se produzir 1 litro de azeite.
-A cor não indica a variedade da azeitona, mas a fase de maturação do fruto. As azeitonas são verdes no começo do seu ciclo de amadurecimento e negras no final.
-Cada grama de azeite contem cerca de 9 kilocalorias.
-O chá das folhas de oliveira tem poder antioxidante 300 vezes maior do que o chá verde, mas, não podem ser utilizadas frescas ou secas porque elas possuem grande quantidade de taninos, que tornam a bebida amarga e impedem a liberação de nutrientes. Para serem utilizadas, as folhas devem ser transformadas em pó e depois industrializadas.
-Cada 100 g de azeitonas contêm 140 quilocalorias.
FONTES E REFERÊNCIAS
O poder do azeite. Revista SAÚDE TODO DIA, ano 2, n° 3, 2009.
http://azeite.com.br/
HTTP://oglobo.globo.com/vivermelhor
HTTP://saude.abril.com.br/edicoes/0289/nutricao/conteudo_250539.shtm.
http://wikipedia.org/
http://www.casadoazeite.pt/
http://www.inmetro.gov.br/
http://www.internationaloliveoil.org/
http://www.oliva.org.br/
IMAGENS
http://ttkitchen.blogspot.com
[1] O consumo recomendado de azeite de oliva, para que se obtenha todos os benefícios por ele proporcionados, é de duas colheres de sopa por dia.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
IMPORTÂNCIA DA REPOSIÇÃO HÍDRICA

O organismo humano é constituído por cerca de 75 % de água, que fornece minerais e participa da manutenção do equilíbrio térmico do corpo. É considerada o solvente universal, pois é capaz de dissolver várias substâncias, entre elas, os sais minerais e as vitaminas hidrossolúveis.
“A água é um nutriente não energético, porém fundamental para que o nosso organismo se mantenha em perfeito funcionamento.” (ALONSO et al, 2003). Portanto, a reposição hídrica é essencial para que os sistemas constituintes do corpo humano funcionem adequada e harmoniosamente.
Armstrong & Carminchael (2006) estimam que uma pessoa normal pode perder diariamente até 2,8 litros de água através do suor, da urina e da expiração. Durante exercícios em um dia de calor forte essa quantidade dobra ou triplica facilmente sendo, por isso, a circunstância que afeta mais adversamente o desempenho do ciclista.
Cunha & Viebig (2008) afirmam que, na realidade, a hidratação é necessária para a prática de qualquer atividade física, porque a água é indispensável para múltiplas funções fisiológicas e o corpo a perde muito rapidamente.
Além da função de equilíbrio térmico, a água serve de meio de transporte aos sais minerais - nutrientes importantes para o bom funcionamento do organismo, pois atuam nas funções do sistema nervoso, participam da formação dos dentes e ossos, compõem a hemoglobina do sangue etc. Portanto, “a manutenção do organismo com níveis adequados de água é importante para o sistema cardiovascular, para a termorregulaçao e para o desempenho físico durante a prática de exercícios.” (TAVARES et al, 2008).
Resumindo, os autores acima afirmam que, quando se inicia um exercício em condições de desidratação, são elevadas as probabilidades de ocorrerem efeitos adversos nas funções fisiológicas e na performance, e a hidratação, mesmo que parcial, atenua esses efeitos indesejáveis.
Cunha & Viebig (2008) esclarecem, entretanto que, para atividades prolongadas, de mais de uma hora de duração, ou para atividades de elevada intensidade, a água não contém sódio e carboidratos suficientes, favorecendo a desidratação, com diminuição do rendimento e prejuízos no mecanismo de termorregulação, tornando-se necessária a reposição dos sais minerais perdidos na transpiração.
As vantagens da re-hidratação com solução contendo carboidratos e eletrólitos foi demonstrada, segundo Tavares et al (2008), por Fallowfield (1995), quando submeteu indivíduos a correrem em uma esteira a 70% do VO2máx por 90 min, ou até a fadiga. Imediatamente após a corrida, os indivíduos beberam 1 litro de água com placebo ou então uma solução contendo eletrólitos e carboidratos. Um segundo litro das mesmas soluções foi consumido 2 horas depois. Esse volume correspondente a cerca de 109 a 116 % do volume de suor evaporados na primeira corrida, e foi suficiente para repor 63 a 66% do suor perdido. Após 4 horas de recuperação da primeira corrida, os sujeitos repetiram a corrida até a exaustão. O grupo parcialmente re-hidratado com a solução de carboidratos e eletrólitos, alcançaram a exaustão após 62 minutos, enquanto aqueles que beberam água permaneceram em atividade por somente 39,8 minutos.
Durante a atividade física Alves (2007) recomenda a ingestão de bebidas de fácil absorção, “para acelerar a hidratação e evitar transtornos gástricos”, e sugere, como principais opções: água, água de coco e os repositores hidroeletrolíticos comerciais.
Devemos ficar atentos a questão da reposição eletrolítica, pois, como já foi comentado acima, em atividades de longa duração a re-hidratação somente com água não é suficiente para suprir as necessidades de reposição dos sais minerais perdidos na sudorese e na respiração durante a atividade física, principalmente em altas temperaturas e alta umidade do ar.
Outro aspecto que deve ser levado em consideração: não espere sentir sede para se hidratar. Cunha & Viebig (2008) citam um estudo de Kenny (2004) que mostra a sede como um indicador deficiente das necessidades corporais de líquidos, principalmente para pessoas mais velhas que praticam atividades fisicas.
REFERÊNCIAS
ALONSO, Juan Azael Herrero; BOTO, René González; LÓPEZ, David Garcia. La hidratación del deportista. Revista Digital, Buenos Aires, nº 66, 2003. Disponível em http://www.efdeportes.com/efd66/hidrat.htm. Data: 05/01/2009.
ALVES, Letícia Azen. Alimentação durante o exercício. Disponível em http://proximus.com.br/newsletter/2007/novembro/pag4.php. Data: 05/01/2009.
ARMSTRONG, Lance; CARMICHAEL, Cris. Lance Armstrong: programa de treinamento. São Paulo, Gaia, 2006.
CUNHA, Lílian Selerges Araújo da; VIEBIG, Renata Furlan. Perda hídrica e taxa de sudorese de adultos e idosos praticantes de hidroginástica observando-se a hidratação voluntária e realizando-se a hidratação monitorada com água e bebida esportiva. Revista Digital, Buenos Aires, nº 117, 2008. Disponível em http://www.efdeportes.com/efd117/adultos-e-idosos-praticantes-de-.... Data: 06/01/2009.
TAVARES, Rejane Giacomelli et al. Importância da reposição hídrica em atletas: aspectos fisiológicos e nutricionais. Revita Digital, Buenos Aires, nº 119, 2008. Disponível em http://www.efdeportes.com/efd119/reposicao-hidrica-em-atletas.htm. Data: 17/12/2008.
IMAGEM: http://www.unimedriosaudeesporteclube.com.br/dicas_ali_8.html
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
MITOS & VERDADES
Cláudio Quintanilha Siqueira
Mito: os músculos da área exercitada podem até crescer e se tonificar, as gorduras, porém não serão queimadas devidamente. O caso mais exemplar desse tipo de dúvida é com relação aos exercícios abdominais. Esses exercícios não fazem a barriga diminuir.
Mito: o suor que você elimina durante a sauna é proveniente da evaporação devido a alta temperatura e não do metabolismo de gordura do corpo. Portanto, pode-se até perder alguns quilos de água, nada mais.
Mito: não só pode como deve. Deve-se beber água sempre que sentir sede, mas sempre com moderação e em poucas quantidades.
Mito: quem se alimenta adequadamente, através de refeições balanceadas, consome todos os nutrientes de que o organismo precisa.
Mito: a gordura é uma das nossas maiores fontes de energia. Elas também ajudam a transportar nutrientes como as vitaminas A, D K e E, além de manter a temperatura corporal, dar sabor aos alimentos e satisfazer a fome. Mas sem exagero.
Mito: a proteína apenas funciona como fonte de energia quando há insuficiência de gordura e carboidrato no organismo.
Mito: suplementos de proteínas são desnecessários quando você se exercita adequadamente e tem uma alimentação equilibrada.
Verdade: o consumo exagerado de proteína sobrecarrega o sistema metabólico.
Mito: isso é uma piada! Além de não ajudar podem até prejudicar, fazendo você perder muita água e desidratar.
Mito: esses equipamentos podem sacudir, trepidar estremecer, agitar etc, mas nunca emagrecer. Para que ocorra o processo de emagrecimento você deve aumentar o seu metabolismo com atividades aeróbicas como correr, nadar, pedalar, caminhar etc.
Mulheres que fazem musculação ficam masculinizadas.
Mito: nenhuma atividade física tira a feminilidade de alguém.
sábado, 20 de dezembro de 2008
ENTREVISTA – VALDO
Valdecir João Vieira é uma dessas pessoas a quem admiramos com facilidade. Catarinense de Joinville, Valdo é um apaixonado pelo que faz – pedalar. O ex-padre que adora viajar de bicicleta conhece 28 países, fala português, espanhol, italiano e inglês, conhece a língua indígena tukano e duas línguas africanas de Moçambique, Chinhungue e Ronga, e garante: “O maior prazer de uma viagem é fazer amizade, conhecer pessoas e, de maneira simples e cordial, compartilhar momentos de alegria em diversas comunidades diferentes”.BSL: Como você começou a fazer cicloturismo? O que o motivou?
VALDO: Comecei quase por acaso. Em 2003 eu tinha acabado de voltar de Roma depois de ter passado por uma situação melindrosa com a perda de uma bolsa de estudos. Eu estava bastante abalado e por isso resolvi viajar. Uruguai, Argentina, Chile, Peru, Bolívia e Paraguai. E foi em Cusco, no Peru, que eu vi, pela primeira vez, um cicloturista com quatro alforjes na bicicleta. Aquilo me chamou tanto a atenção que as pessoas até comentaram a minha atitude. A partir daquele momento comecei a pensar na possibilidade de fazer uma viagem de bicicleta.
Ao chegar a Curitiba, precisei apenas de 10 dias para montar uma bicicleta, comprar os alforjes e treinar no parque. No dia da partida o odômetro marcava 100 km. A primeira viagem foi de 4.070 km = Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Uruguai e volta para Curitiba.
BSL: Qual foi a viagem que mais te marcou? Por quê?
VALDO: De todas as viagens tenho boas recordações. Mas a que mais me marcou mesmo foi o Pedal nas Nuvens, uma aventura no Deserto de Siloli, na Bolívia onde pedalei entre os quatro e cinco mil metros de altitude. O que antes eu não conseguia nem sequer imaginar, de repente se tornou realidade. Descobri que do alto dos meus 63 anos eu ainda era capaz de vencer grandes desafios. A minha confiança e auto-estima aumentou muito depois desta viagem. Venci os meus temores. Dominei o medo.

BSL: Por falar em medo, você não acha que é loucura sair andando sozinho por aí de bicicleta? Você não tem medo?
BSL: O seu mais novo projeto é o Pedalando pela Paz. Fale um pouco sobre ele e de como pedalar pode contribuir para a paz.VALDO: O Projeto Pedalando pela Paz é meio arrojado. Tem como objetivo dar a volta ao mundo para levar às pessoas que eu encontrar pelo caminho uma mensagem de Paz. Paz no trânsito. Paz no ecossistema viajando sem poluição. Paz aos corações das pessoas que se aproximam de mim durante a viagem.
Muita gente precisa de um ombro amigo; de uma pessoa de confiança com quem possam desabafar. E, não sei porque, ou talvez eu até saiba, elas sentem confiança em mim. Encontrei uma nova forma de fazer apostolado com alegria. E isto é muito gratificante. Não é preciso falar muito; basta saber escutar.

BSL: Há alguma maneira de acompanhar a sua viagem? Você criou algum site, blog, orkut ou coisa parecida?
VALDO: Toda a viagem vai ser relatada no Diário de Bordo que terá atualização semanal ou sempre que eu tiver acesso à Internet. Basta entrar no meu site.
Tenho também um blog com muitas notícias sobre as viagens.
Para melhor acompanhar a viagem, basta se inscrever no grupo de discussão Pedalando pela Paz que se encontra no site, no blog e no diário de bordo. Toda vez que eu atualizar o diário vou enviar uma mensagem ao grupo informando da atualização e passando também o endereço do Diário de Bordo.
BSL: Você tem algum apoio financeiro ou patrocínio para o projeto? Como as pessoas podem fazer para contribuir?
VALDO: Recebi um apoio de R$ 10.000,00 da FUNCULTURAL Secretaria de Estado de Turismo Cultura e Esporte de SC para ajudar na impressão dos meus livros.
Quem quiser contribuir com o Projeto Pedalando pela Paz pode fazê-lo como Padrinho ou Madrinha, depositando qualquer quantia na minha conta bancária:
Caixa Econômica FederalAgência: 4123 - Tipo: 013 - Conta: 4778-5
Depois é só enviar um e-mail para para que o nome do Padrinho ou Madrinha seja incluído na lista.
BSL: Recentemente você participou da BICICULTURA – Conferência Internacional de Mobilidade por Bicicleta, em Brasília. Como foi a sua participação e o que você pode concluir do encontro?
VALDO: A participação da BICICULTURA foi simplesmente maravilhosa. Tive a oportunidade de falar sobre as minhas viagens de cicloturismo para uma platéia que se mostrou muito interessada. Talvez a motivação maior foi ver um “velhinho” de barba e cabelos brancos falando sobre viagens fantásticas realizadas de bicicleta, em sete países da América do Sul. Um senhor de meia idade comentou no final da palestra. Eu vou começar a pedalar. Se o Valdo fez tudo isto iniciando sem nenhum preparo físico, eu também posso fazer.
A conclusão que tirei no final do encontro foi que finalmente o Brasil está despertando para o uso da bicicleta como meio de transporte alternativo. Um transporte barato, efetivo e que preserva a natureza da poluição. Existe muita gente empenhada em fazer esta mudança acontecer.
BSL: Você tem livros publicados sobre cicloturismo. Como podemos adquiri-los?
VALDO: Tenho três livros sobre cicloturismo:
Pedalando Solitário do Oiapoque ao Chuí
Pedalando e Desvendando a Carretera Austral
Pedal nas Nuvens – Uma aventura na Bolívia, no Deserto de Siloli
Para adquirir os livros basta entrar no meu site.
BSL: Vou repetir para você a pergunta que fiz para a Eliana Garcia, do Clube de Cicloturismo do Brasil: O que é cicloturismo, em apenas uma palavra?VALDO: Liberdade!
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Prefeitura inaugura estação de bicicleta de aluguel em Copacabana
Prefeitura inaugura estação de bicicleta de aluguel em Copacabana Publicada em: 11/12/2008 às 13:02 - Editoria: Cidade
Editoria: Cidade Rio de Janeiro, Sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
A Prefeitura do Rio inaugurou na manhã de hoje, dia 11, no calçadão do Posto 6, em Copacabana, a primeira das oito estações de aluguel de bicicletas no bairro, dando início ao projeto Pedala Rio. A iniciativa é uma parceria entre a prefeitura carioca e a empresa Sertell, de Recife, vencedora da licitação para operar o projeto.
O evento de inauguração contou com a presença do Prefeito Cesar Maia, de autoridades municipais, representantes da empresa Sertell e técnicos do Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos (IPP) - responsáveis pelo projeto -, além de convidados e freqüentadores da orla. Após a cerimônia, a população pôde experimentar gratuitamente o novo sistema.
Para Cesar Maia, o novo sistema vai modificar o número de pessoas que andam de bicicleta. “Isso significa uma contribuição ao meio ambiente e à saúde”. O engenheiro Daly Esteves, que experimentou o novo sistema, aprovou. “É fantástico e prático, pois não terei mais transtornos em carregar e nem tirar minha bicicleta do prédio. Como o preço é bastante acessível, a partir de agora só vou utilizar o sistema de aluguel”, afirmou.
A implantação do novo sistema traz para a cidade vantagens como o transporte de baixo custo, redução de congestionamento de trânsito, diminuição da emissão de gases poluentes, interação com os outros meios de transporte e melhoria na saúde devido à atividade física.
Para a estudante Julia Noia, 11 anos, é uma maneira saudável de amenizar o trânsito. “Moro no Leme e confesso que adorei esse sistema. De bicicleta chegamos mais rápido aos lugares, além disso, é uma forma de contribuir com a preservação do meio ambiente, já que os ônibus poluem a cidade e as bicicletas não”, destacou.
O projeto Pedala Rio, inspirado no famoso Vèlib francês, prevê a implantação, até o final deste mês, das outras sete estações de aluguel de bicicletas em Copacabana, e, em 15 meses, das outras 42 estações que estarão em funcionamento em Ipanema, Leblon, Lagoa, Botafogo, Flamengo, Centro e Tijuca.
As estações, com capacidade para abrigar de dez a 14 bicicletas, funcionarão das 6h às 22h, e terão um sistema de auto-atendimento ligado a uma central de controle em tempo real dos veículos disponibilizados e recebidos. Os usuários interessados somente poderão adquirir o passe para o aluguel da bicicleta mediante cadastro via internet e pagamento das taxas de R$ 10 (passe diário), R$ 30 (semanal) e R$ 350 (anual). Haverá ainda pagamento da caução no valor de R$ 350,00 com cartão de crédito ou depósito bancário identificado, devolvidos quando a bicicleta for entregue nas mesmas condições da aquisição. A liberação e a devolução do equipamento (em qualquer uma das estações) serão feitas através de aparelho celular.
Até o dia 29 de dezembro, a Sertell realizará uma operação especial, fazendo uma seleção de 200 usuários e 30 formadores de opinião indicados pelas autoridades locais, associações de moradores e organizações não-governamentais defensores de uso de bicicletas que receberão passes gratuitos promocionais. Essas pessoas responderão a pesquisas de opinião para identificar problemas e gerar ações de melhorias no sistema. Os interessados deverão se inscrever no site www.Mobilicidade.com.br.
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