"A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer."

(Graciliano Ramos)



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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

A melhor trava de bicicleta do mundo


Matéria publicada originalmente na superinteressante.

Uma equipe de gente meio maluca e meio gênia foi desafiada pela Conrad (rede de lojas alemã que vende de tudo) a criar algum produto inovador usando apenas os produtos vendidos por eles. Em14 dias, eles criaram a trava de bicicletas mais legal do mundo – e talvez a mais efetiva.
A criação dos caras (em alemão, “Fahrradschloss”), além de prender a bicicleta a postes de luz, também possui um motor que faz com que ela suba até o alto do poste – e fique longe do alcance dos ladrões.
Uma ótima ideia para quem gosta de pedalar por toda a cidade, mas tem medo de deixar a magrela sozinha, amarrada do lado de fora dos lugares pra onde vai. A bicicleta estará segura até que os ladrões comecem a usar escadas.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Quem educa o ciclista?

Artigo publicado no jornal Mania de Saúde de junho de 2010 de autoria do engenheiro civil Antônio Carlos A. Manhães.

"Nas sociedades organizadas , regras de convivência são fundamentais para que o ambiente comum não se torne inviável.
Assim, todo conjunto de leis, regras sociais, regulamentos etc...bons ou não, justos ou não, são essenciais ao convívio humano.
Analisando o estado caótico no qual está se transformando o trânsito em nossa cidade, ocorreu-me a dúvida enunciada aqui - quem educa os ciclistas?
Campos vive uma fase de transição de cidade de interior de médio porte para cidade de grande porte, em razão do desenvolvimento próprio e, principalmente, do seu entorno.
O que assistimos hoje, notadamente praticado por veículos não licenciados - carroças de tração animal transitando em qualquer lugar e a qualquer hora e bicicletas indo e vindo desordenadamente em todas as direções, nos faz lembrar de cenas filmadas na Índia e mostradas, recentemente, na mídia. Muitos dos acidentes que provocam mal chegam ao conhecimento público, sendo muito frequente o atropelamento de idosos e crianças por bicicletas na contramão. Vale ressaltar que o Código Nacional de Trânsito impõe regras aos ciclistas que aqui não são observadas, tais como, uso de faixas reflexivas, campainha, capacete, etc.
Nossa cidade é desprovida de transporte público eficiente, o que estimula o uso de bicicletas - meio de locomoção barato e não poluente - e que, merece ser visto pela administração municipal com mais zelo e preocupação no sentido de organizá-lo e educá-lo, para que conheça seus direitos e deveres, de forma a conviver pacificamente com os demais agentes envolvidos no trânsito.
Finalizando, seria muito bom que fossem estabelecidas determinadas vias, com faixas exclusivas para ciclistas, removendo estacionamento de autos em algumas ruas da área central. Por outro lado, é necessário suprimirseu deslocamento em ruas e avenidas de maior fluxo para não atrapalhar a desejável fuidez do tráfego, complementando com a determinação de locais de estacionamento gratuito para biccletas, na área central da cidade, sob a guarda do município.
Torna-se fundamental, através da sociedade civil organizada, promover uma campanha ampla de divulgação das medidas a serem adotadas, visando educar o ciclista, conscientizando-o da importância do seu engajamento no processo, que só lhe trará benefícios.
Planejamento a longo prazo do transporte urbano na cidade já chegaria atrasado, no mínimo 20 anos, entretanto nunca é tarde para começar, afinal, preservar vidas é dever de todos a qualquer tempo."

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

QUE BICICLETA COMPRAR?

A dúvida que atormeta muitos (talvez a maioria) dos iniciantes pode ser sanada no site Escola de Bicicleta que traz informações muito úteis para quem ainda não decidiu quanto à melhor opção para atender às suas necessidades.

domingo, 29 de março de 2009

Menos de uma semana depois de queda, Lance volta à bicicleta

Uma queda, uma placa de metal para consertar a clavícula e 12 pinos. Mesmo com tudo isso, Lance Armstrong já está de volta à bicicleta. Não que o norte-americano já esteja curtindo o vento e o asfalto das estradas. Por enquanto os esforços são controlados e o heptacampeão da Volta da França tenta manter sua forma dentro de casa, em uma bicicleta ergométrica.

Em seu Twitter – o ciclista é um dos que mais usa a ferramenta, a exemplo do que aconteceu nesta semana, - ele contou que pedalou por 30 minutos. A intenção é não perder a forma e estar pronto para correr o Giro d’Itália, em maio, mesmo que sua recuperação seja prevista para 12 semanas.

Depois de colocar um vídeo em que mostrava a radiografia do pós-cirúrgico, Lance postou também fotos dele na bicicleta ergométrica e, pasmem, até dos curativos e da área em que houve a incisão. Recomendado para quem não tem estômago fraco!

Escrito por UOL Esporte às 15h01

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Prefeitura inaugura estação de bicicleta de aluguel em Copacabana

Prefeitura inaugura estação de bicicleta de aluguel em Copacabana
Publicada em: 11/12/2008 às 13:02 - Editoria: Cidade


Editoria: Cidade Rio de Janeiro, Sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

A Prefeitura do Rio inaugurou na manhã de hoje, dia 11, no calçadão do Posto 6, em Copacabana, a primeira das oito estações de aluguel de bicicletas no bairro, dando início ao projeto Pedala Rio. A iniciativa é uma parceria entre a prefeitura carioca e a empresa Sertell, de Recife, vencedora da licitação para operar o projeto.

O evento de inauguração contou com a presença do Prefeito Cesar Maia, de autoridades municipais, representantes da empresa Sertell e técnicos do Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos (IPP) - responsáveis pelo projeto -, além de convidados e freqüentadores da orla. Após a cerimônia, a população pôde experimentar gratuitamente o novo sistema.

Para Cesar Maia, o novo sistema vai modificar o número de pessoas que andam de bicicleta. “Isso significa uma contribuição ao meio ambiente e à saúde”. O engenheiro Daly Esteves, que experimentou o novo sistema, aprovou. “É fantástico e prático, pois não terei mais transtornos em carregar e nem tirar minha bicicleta do prédio. Como o preço é bastante acessível, a partir de agora só vou utilizar o sistema de aluguel”, afirmou.

A implantação do novo sistema traz para a cidade vantagens como o transporte de baixo custo, redução de congestionamento de trânsito, diminuição da emissão de gases poluentes, interação com os outros meios de transporte e melhoria na saúde devido à atividade física.

Para a estudante Julia Noia, 11 anos, é uma maneira saudável de amenizar o trânsito. “Moro no Leme e confesso que adorei esse sistema. De bicicleta chegamos mais rápido aos lugares, além disso, é uma forma de contribuir com a preservação do meio ambiente, já que os ônibus poluem a cidade e as bicicletas não”, destacou.

O projeto Pedala Rio, inspirado no famoso Vèlib francês, prevê a implantação, até o final deste mês, das outras sete estações de aluguel de bicicletas em Copacabana, e, em 15 meses, das outras 42 estações que estarão em funcionamento em Ipanema, Leblon, Lagoa, Botafogo, Flamengo, Centro e Tijuca.

As estações, com capacidade para abrigar de dez a 14 bicicletas, funcionarão das 6h às 22h, e terão um sistema de auto-atendimento ligado a uma central de controle em tempo real dos veículos disponibilizados e recebidos. Os usuários interessados somente poderão adquirir o passe para o aluguel da bicicleta mediante cadastro via internet e pagamento das taxas de R$ 10 (passe diário), R$ 30 (semanal) e R$ 350 (anual). Haverá ainda pagamento da caução no valor de R$ 350,00 com cartão de crédito ou depósito bancário identificado, devolvidos quando a bicicleta for entregue nas mesmas condições da aquisição. A liberação e a devolução do equipamento (em qualquer uma das estações) serão feitas através de aparelho celular.

Até o dia 29 de dezembro, a Sertell realizará uma operação especial, fazendo uma seleção de 200 usuários e 30 formadores de opinião indicados pelas autoridades locais, associações de moradores e organizações não-governamentais defensores de uso de bicicletas que receberão passes gratuitos promocionais. Essas pessoas responderão a pesquisas de opinião para identificar problemas e gerar ações de melhorias no sistema. Os interessados deverão se inscrever no site www.Mobilicidade.com.br.

terça-feira, 22 de julho de 2008

ENTREVISTA – ANDRÉ ALVIM E JORGE PEREIRA

Os ciclistas miracemenses André Alvim (42 anos) e Jorge Pereira (46 anos) percorreram de bicicleta as margens do rio Paraíba do Sul entre os dias 15 de junho e 5 de julho de 2008, desde a sua nascente na Serra da Bocaina (SP) até a sua foz, em Atafona (RJ), somando um total de 1150 km percorridos em 21 dias.

A viagem pode ser acompanhada com maiores detalhes em http://www.morroazuleventos.com.br/.

BikeSemLimites: Qual foi o principal objetivo deste projeto?

R: Nosso objetivo principal é mostrar que é possível e que devemos usar mais a bicicleta no dia-a-dia e em viagens de turismo, evitando assim a emissão de gases, pelo uso dos automóveis que tanto prejudicam o meio ambiente, aumentando a temperatura da terra.

BSL: Vocês tiveram algum tipo de apoio para a sua realização?

R: Tivemos o apoio de nossos familiares e amigos e também de parte do comércio de Miracema e principalmente o apoio da Miragás, uma empresa miracemense que sempre apóia o esporte e da Lógika, de Macaé, uma empresa de transporte e logística que atende em todo o território nacional.




BSL: Quais foram as maiores dificuldades encontradas para a realização do projeto?

R: Na verdade não tivemos dificuldades para a realização e sim um pouco de mão de obra para ir a campo conseguir os apoios financeiros e convencer amigos e familiares que era possível realizar tal projeto, coisa que com boa vontade, tiramos de letra.



BSL: E durante a viagem?

R: Durante a viagem sim, tivemos dois momentos difíceis:o primeiro foi quando passamos três dias empurrando as bicicletas pela serra da Bocaina em busca da nascente e às 15:30h do terceiro dia, após encontrarmos a nascente, tivemos que descer em busca de um abrigo para acampar, o que só aconteceu por volta de meia-noite e passamos muito frio e até fome. Outro momento difícil foi quando eu descia um morro em estrada de terra e pedra, quando o bagageiro dianteiro de minha bicicleta se soltou, travando a roda dianteira me jogando no chão. Foi uma pancada forte no joelho direito e só não foi pior porque usava luvas que protegeram minhas mãos.Fiquei dois dias de repouso tratando do joelho e depois, com bagageiro novo, seguimos a viagem.

BSL: Numa viagem como essa é possível tirar alguma lição? Que tipos de ensinamentos podemos trazer para a nossa vida após a realização de uma viagem assim?

R: Sim.Tivemos,vários ensinamentos e destaco um: Quando você desejar alguma coisa na vida, vá fundo, não desista, mesmo diante das dificuldades encontradas. Seja persistente e tenha acima de tudo boa vontade no que você irá fazer. “Quem acredita sempre alcança...”

BSL: Qual é o próximo projeto? Vocês já têm alguma coisa em mente?

R: Temos vários projetos em mente inclusive a volta da “Volta Ciclística e Ecológica de Miracema”, onde pedalamos em três etapas pela zona rural do município sempre passando próximo aos limites de divisa. Para 2009, pretendemos fazer uma cicloviagem pelas margens do Rio São Francisco, que nasce na serra da Canastra em Minas Gerais e deságua em Alagoas. Ainda temos muito que estudar pois o percurso é de aproximadamente 3.000 quilômetros e pensamos até em um carro de apoio.

BSL: Quais conselhos vocês dariam para quem deseja realizar uma viagem desse tipo?

R: A organização e o planejamento são fundamentais. Quanto mais organizado melhor. É muito ruim quando você está longe de casa e vê que faltou alguma coisa. Planeje bem o percurso escolhido, onde parar, onde dormir, etc. Outro fator importante é se preparar alguns meses antes da viagem. Faça um exame geral com o seu médico, faça treinamentos físicos e procure equipar sua bicicleta com peças resistentes e que facilitem o manuseio durante a cicloviagem.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Prepare-se para o cicloturismo

Matéria publicada na revista VO2máx http://prologo.uol.com.br/scripts/materia/materia_det.asp?idMateria=1899&idCanal=4&stCanal=Cicloturismo








Por Cesar Candido dos Santos
O cicloturismo é muito praticado na Europa e ganha cada vez mais adeptos no Brasil. O contato com a natureza e a oportunidade de conhecer novos lugares são apenas alguns dos atrativos deste esporte, que pode ser feito por qualquer um e, por isso, não pára de crescer.Mas viajar de bicicleta é algo sério e é preciso tomar alguns cuidados antes de arrumar as malas e sair pedalando por aí, pois se algo der errado, o que era para ser um momento de lazer pode se transformar em um transtorno.


Planejamento

Antes de qualquer coisa, é fundamental saber que o cicloturismo pode ser um passeio de um dia, de um fim-de-semana ou até de um mês. Por isso, cada viagem é muito específica e não dá para estabelecer “regras”, o que torna o bom senso indispensável na hora de fazer um planejamento ou arrumar as malas.
O roteiro da viagem precisa ser muito bem-estabelecido, e é preciso conhecer onde ficam os restaurantes, as pousadas, os postos de combustível, as farmácias, os bares e os supermercados durante todo o percurso. Tome cuidado ao utilizar mapas rodoviários, pois eles indicam as rotas para os carros, e, muitas vezes, você pode encontrar alguns caminhos alternativos mais curtos. Nunca tenha vergonha de parar e perguntar.
Treinamento
Não é preciso ser um atleta para praticar o cicloturismo, mas possuir um bom condicionamento físico é fundamental para não ter que interromper a viagem. “Quanto mais andar de bicicleta melhor. Não basta só saber pedalar, é preciso ter um treinamento básico”, afirmou Paulo de Tarso, o Paulinho, presidente do Sampa Bikers.
“Não recomendamos que as pessoas sem experiência saiam para viagens muito longas. O certo é começar aos poucos, para aprender as técnicas do cicloturismo. Também é bom treinar durante dois ou três meses com peso na bike, para se acostumar com a bagagem”, orientou Rodrigo Telles, diretor do Clube de Cicloturismo do Brasil.
Durante a viagem, nunca esqueça de alongar todas as partes do corpo por pelo menos 15 minutos, antes e depois das atividades físicas, para diminuir as dores musculares, e evite fazer esforços além de seus limites.
Bagagem
A bagagem é algo muito particular, pois existem itens que podem ser supérfluos para alguns e fundamentais para outros. Além disso, ela varia muito conforme a duração e o local da viagem, mas algumas coisas nunca podem ser esquecidas.É sempre bom levar na mala um protetor solar, objetos para higiene pessoal, como toalha, sabonete, xampu, desodorante, escova e creme dental, uma lanterna e um kit básico de primeiros socorros.
A parte das roupas é a mais delicada, pois muitos cometem exageros. Procure calcular as peças de vestuários que serão usadas durante a vigem (para pedalar e para o dia-a-dia), evitando o excesso de bagagem.
Consulte sempre a previsão do tempo para saber se vai fazer frio ou calor, e nunca é demais levar uma capa para se prevenir da chuva. Também é muito importante ter sempre algumas ferramentas para evitar que você fique na estrada devido a um pneu furado ou uma corrente quebrada. Por isso, uma câmera de ar, remendos, cola, uma bomba, ferramenta saca correntes e um canivete multiuso não podem ficar de fora da bagagem.
Utilize alforjes para levar tudo, pois não é aconselhável pedalar com peso nas costas. “É sempre bom evitar carregar mochilas nas costas, pois, além de incomodar, pode atrapalhar o equilíbrio”, explicou Paulinho.
Bicicleta
A escolha da bicicleta é outra coisa muito pessoal, e o recomendado é optar pelo modelo mais confortável. “Na Europa, usam muito a bike de estrada para o cicloturismo, mas no Brasil, as mountain bikes são as preferidas, com algumas adaptações para aumentar o conforto”, afirmou Rodrigo.
Os equipamentos de segurança também não podem faltar no cicloturismo. Por isso, é obrigatório o uso de capacete, óculos, buzina e refletivos, mesmo durante o dia, e, de preferência, na bicicleta e no corpo. Alguns viajantes também gostam de equipar suas bikes com espelho retrovisor, para saber sempre o que está se passando na estrada. E nunca esqueça de respeitar as leis de trânsito.
Alimentação
Uma boa alimentação é a base para a prática de qualquer atividade física. Por isso, é importante observar os nutrientes ao comer e não o tamanho do prato. No café da manhã, deve-se fazer uma refeição leve, rica em vitaminas, minerais, proteínas e carboidratos (frutas, sucos, mel, pão, queijo, iogurte etc.) Na hora do almoço, prefira comida de verdade: arroz, feijão, carnes brancas, saladas e massas. E não esqueça de respeitar o tempo da digestão antes de pedalar. Para ter energia para o dia seguinte, capriche no jantar.
Evite ao máximo ficar com o estômago vazio, e tenha sempre barras de cereais, frutas frescas, castanhas, pães, chocolates e biscoitos para comer durante os intervalos entre as refeições.
Hidratação
Água nunca pode ser considerada excesso de bagagem no cicloturismo. Para uma hidratação correta, é recomendado tomar de dois a três copos de isotônicos antes de iniciar qualquer atividade física e ingerir água a cada 20 minutos.“A regra é beber água antes de sentir sede, porque quando a pessoa sente sede ela já está desidratada”, explicou Rodrigo.
Pé na estrada
Agora que você já sabe quais os cuidados básicos para um cicloturismo, escolha um roteiro e pé na estrada com sua bike.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

ENTREVISTA - Eliana Garcia




Eliana Britto Garcia é bióloga, micro empresária, guia de ecoturismo, educadora ambiental e diretora do Clube de Cicloturismo do Brasil (http://www.clubedecicloturismo.com.br/). Viaja de bicicleta desde 1988 e já realizou várias expedições, com destaque para: Expedição Parques del Sur (4200km pelo Chile, Argentina, Uruguai e Sul do Brasil), Expedição Titicaca, Sertão Nordestino, além das travessias do Pantanal, da Chapada Diamantina, da Chapada dos Guimarães, da Serra da Canastra e Terra Ronca e Chapada dos Veadeiros.

1- Como surgiu a idéia de fundar o Clube de Cicloturismo do Brasil?

Surgiu da necessidade de troca de informações entre os praticantes, pois notávamos que muita gente já viajava de bicicleta, mas todos se sentindo muito isolados, sem saber que havia muitos outros praticantes. Outro motivo foi pela vontade de divulgar mais a atividade no país, mostrar que é uma coisa acessível, que com um condicionamento físico médio e um equipamento que não precisa ser top dá para fazer viagens fantásticas de bicicleta. Bastante gente também tem vontade de começar e não sabe por onde, porque realmente uma viagem de bicicleta envolve muitos detalhes. Por isso criamos o site cheio de informações práticas e com relatos de viagens, para incentivar e empolgar o iniciante.

2- Como você avalia, hoje, o cicloturismo no Brasil?
O cicloturismo está em amplo crescimento no Brasil. Hoje no Clube temos 10 mil cadastrados, de todos os estados do país, e este número cresce a cada dia. Cada vez mais pessoas percebem como é simples e fascinante viajar de bicicleta. Muitos empreendedores estão descobrindo também o cicloturismo como um bom mercado e com isso vem crescendo o número de agências que oferecem pacotes e passeios de bicicleta, hotéis com roteiros específicos, sem falar dos municípios de regiões turísticas que abraçaram o cicloturismo, como é o caso do Circuito Vale Europeu, em Santa Catarina.
3- Você já realizou alguma viagem solo? Quais?
Não, sempre viajei em companhia de mais uma ou duas pessoas. Mas creio que viajaria sozinha se não tivesse companhia, escolhendo bem os roteiros que oferecessem maior segurança. Por exemplo, não me arriscaria a ir sozinha para alguns locais onde já viajei, por serem muito isolados, mas há inúmeras opções de locais tranqüilos no Brasil.
4- Muitas pessoas me questionam sobre os riscos durante uma viagem solo. Você já teve algum contratempo relativo a assaltos ou coisa parecida?
Tenho muitos amigos, e amigas inclusive, que viajam sozinhos, por opção ou por não encontrarem companhia na época de férias. Nunca tive notícia de problemas com assaltos, somente furtos. Por exemplo de deixarem a bicicleta destrancada e entrar em algum comércio, e levarem alguma coisa da bicicleta ou até a própria, mas aí é dar bobeira demais. Tomando os cuidados mínimos o risco não é tão grande. É claro que se deve evitar as cidades grandes, principalmente as periferias delas. E é necessário estar sempre atento, principalmente quando se está sozinho não é bom ficar distraído. Mas isso vale para qualquer viajante e não especificamente para o cicloturista. Além disso, é importante ser discreto, quanto mais simples você e sua bicicleta estiverem, menos vão chamar a atenção.
5- Quais são os maiores riscos quando se viaja de bicicleta?
Os riscos são basicamente os de qualquer viajante. Você tem que tomar cuidado com o que come, com o que bebe e pra quem dá atenção. Um bom planejamento ajuda bastante para evitar surpresas desagradáveis. Saiba sempre a melhor época de se viajar na região, pesquise sobre o clima, as estradas, etc. Fora isso o mais importante é cuidar de sua segurança no trânsito: pedalar sempre equipado com capacete e luva, manter a bicicleta em boas condições, evitar pedalar à noite, seguir as normas de trânsito e principalmente, ir sempre devagar. Quanto maior a velocidade maior a gravidade das conseqüências no caso de uma queda.
6- Muitas pessoas ainda encaram o cicloturista como maluco. O que dizer para essas pessoas?
Para elas tentarem alguma vez, sentir de novo a alegria de se pedalar com liberdade. Pedalar e viajar são duas coisas que fazemos desde crianças e juntar as duas coisas não é tão absurdo assim. Há locais e pessoas maravilhosas no Brasil, só esperando que passemos de bicicleta para interagir. No começo os parentes e amigos estranham um pouco a idéia, mas logo que você volta da viagem com as histórias e fotos, todos ficam muito empolgados. Até a mãe da gente se acostuma um dia, e você acaba virando mais um motivo de orgulho pelas viagens que faz.
7- O que é o cicloturismo, em apenas uma palavra?
Magia!
8- Há algum assunto que eu poderia ter abordado e não o fiz? Você gostaria de comentar?
Acho que não. Excelente a iniciativa de criar o site e dar mais força para o cicloturismo. Parabéns e boas pedaladas a todos.

domingo, 11 de maio de 2008

Uma breve história da bicicleta

Cláudio Quintanilha Siqueira
Os primeiros documentos que mostram as inúmeras tentativas de desenvolvimento de um veículo de duas rodas movido à força humana datam dos séculos XV e XVI. Um dos esboços mais notáveis é o do artista e inventor Leonardo da Vinci, guardado até hoje no Museu de Madri. Nele o inventor traça os primeiros conceitos de transmissão de força através de correntes, princípio que continua sendo utilizado em todas as bicicletas.
Porém, somente em 1790, quando o conde Méde de Sivrac, na França, construiu o primeiro veículo movido a duas rodas, é que se deu início à história da bicicleta, que então tinha o nome de Celerífero. Tratava-se de um veiculo muito primitivo, onde duas rodas eram ligadas por uma trave de madeira e movidas por impulsos alternados dos pés sobre o chão.
No dia 5 de abril de 1816, no Parque de Luxemburgo, o barão alemão Karl Friederich Von Drais apresentou o seu invento que consistia numa direção adaptada ao celerífero e foi batizado de Draisiana. Com ele o barão percorreu o trajeto entre Beaun e Dijon, na França, a uma velocidade média de 15 km/h, registrando, assim, o primeiro recorde ciclístico da história.
Em 1820, o escocês Kikpatrick McMillan adaptou ao eixo traseiro duas bielas, ligadas por barras de ferro que funcionavam como um pistão, acionadas pelos pés, girando, assim, as rodas traseiras. O veículo, porém era ainda muito rudimentar e oferecia dificuldades de equilíbrio e muito desconforto para movimentar os pedais.
Em 1855 o francês Ernest Michaux e seu filho inventaram o Velocípede. Ele introduziu os primeiros pedais na roda dianteira, no entanto o veículo mostrou-se muito pesado.
Em 1865 nasce a Companhia Michaux, a primeira fábrica de bicicletas do mundo, que tinha 200 operários e produzia cerca de 140 bicicletas por ano, que eram vendidas por um preço exorbitante para a época.
Em 1870 surgiu a primeira bicicleta de metal. Os pedais ainda eram conectados diretamente à roda dianteira. As rodas de borracha sólida e os longos raios da roda dianteira possibilitavam um transporte mais macio. As rodas dianteiras tornaram-se cada vez maiores, pois os construtores descobriram que quanto maior fosse o diâmetro da roda dianteira maior era a distância percorrida com uma pedalada. Elas gozavam de grande popularidade entre os homens jovens e de posse (custavam em média seis meses de salário de um trabalhador comum), tendo chegado ao auge em 1880.
A roda com pneu foi utilizada pela primeira vez em uma bicicleta por um veterinário irlandês, cujo nome era Dunlop, que tentava oferecer ao seu filho uma pedalada mais confortável no seu triciclo.
A medida que os métodos de fabricação eram melhorados, o preço da bicicleta ficava mais acessível e todo mundo queria ter a sua. A mania de andar de bicicleta influenciou inclusive a roupas femininas, pondo abaixo as armações e os espartilhos (peças do vestuário feminino), instituindo um vestuário mais prático para as mulheres, aumentando a sua mobilidade. Em 1896 a feminista Susan B. Anthony disse que "a bicicleta fez mais pela emancipação das mulheres do que qualquer outra coisa no mundo".
O ciclismo atual possui três maneiras de utilização: transporte, lazer e esporte. Como meio de transporte, hoje, a bicicleta é utilizada em todo o mundo, principalmente por suas vantagens econômicas, além de não produzir nenhum tipo de poluição, ocupar menos espaço, não criar congestionamentos e oferecer melhorias para a saúde humana.
O ciclismo, como esporte de competição, possui atualmente diversas modalidades, cada uma com as suas características, sendo que várias delas são modalidades olímpicas. A UCI (União Ciclística Internacional) reconhece as seguintes modalidades competitivas: ciclismo de estrada, ciclismo de ultradistância, ciclismo de pista, ciclismo de montanha, cyclo cross, BMX, ciclismo de obstáculos (Bike Trial) e ciclismo de ginásios (indoor).
FONTE
História da bike. Disponível em www.caloi.com/indexp.php. Data: 16/08/2007. 04:30.