"A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer."

(Graciliano Ramos)



Mostrando postagens com marcador ciclismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ciclismo. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

66ª Prova Ciclística de São Salvador

Foi hoje a 66ª edição da tradicional prova ciclística do padroeiro da cidade de Campos dos Goytacazes em comemoração a 358ª Festa de São Salvador.
O evento foi organizado pela Federação de Ciclismo do Estado do Rio de Janeiro (FECIERJ) e Fundação Municipal de Esportes (FME) e valeu pontos para o Ranking Nacional de Ciclismo de Estrada.
A competição contou com oito categorias, iniciando às 7h 30min com os Cadeirantes e terminando com a tão esperada categoria Elite. Acompanhe abaixo as classificações em cada categoria.
Para ver outras fotos acesse o grupo amigosdabikenf.

Feminino
1º - Fernanda da Silva Souza - Pindamonhangaba - 43:21.311
2º - Cristiane Pereira da Silva - Pindamonhangaba - 43:21.655
3º - Valquíria Pardial - Pindamonhangaba - 43:21.859

MTB
1º - Josenildo Areas Vieira - Avulso - 43:15.510
2º - Leandro Magno Falcão - Avulso - 43:23.692
3º - Edsom Simão Ribeiro - Campos Goytacazes - 43:23.693
4º - Robson Martins Pinto - MTB - 43:23.958
5º - Alvimanio Augusto - FW Engenharia - 43:24.591

Master C
1º - Ricardo Buscema - Sport For Life - 38:08.144
2º - Cleber Guedes - Juiz de Fora - 38:08.145
3º - Ricardo Vasconcellos Martinez - Sport For Life - 38:10.732
4º - Victor Hugo Haddad - Campos Goytacazes - 40:36.686
5º - Erton Bittencourt de Mello - Campinas - 40:37.544

Master A
1º - Fábio Lemos Benzi - Campos Goytacazes - 52:02.666
2º - Fernando Ladeia Peixoto - Belo Horizonte - 52:02.788
3º - Elton Pedrozo da Silva - Santa Bárbara D'Oeste - 52:02.907
4º - Marcelo Oliveira - Vitória - 52:03.260
5º - Alexandre Silva Cardoso - Cachoeiro de Itapemerim - 52:03.312

Master B
1º - Carlos Eduardo Icosstti - ACT - 48:15.676
2º - Evanio Zimmermann - Voight Bikegeban - 48:15.856
3º - Álvaro da Costa Ferreira JR - Voight Bikegeban - 48:16.001
4º - Aerton Antônio da Silva - Campinas - 48:16.067
5º - Alexandre dos Santos - Belo Horizonte - 48:16.124

Regional
1º - Fábio Lemos Benzi - Campos Goytacazes - 53:24.329
2º - João Carlos Barreto Franca - S.J.B. - 53:24.357
3º - Welinton Ribeiro Azeredo - Campos Goytacazes - 53:24.562
4º - Thiago de Almeida Mota - Campos Goytacazes - 53:24.908
5º - Everton de Carvalho Santos - Campos Goytacazes - 53:24.912

Elite
1º - Bruno Fernando de Oliveira Tabanez - Limeira - 1:33:03.688
2º - Tiago Fiorilli - Pindamonhangaba - 1:33:05.702
3º - Eliel Rodrigo Pereira Balbino - Rio Claro - 1:33:09.975
4º - Halysson Henrique Ferreira - Rio Claro - 1:33:17.216
5º - Tiego Gasparoto - Pindamonhangaba - 1:33:17.348


E não é só! Dia 8 (domingo), não percam a sensacional prova de mountain bike Trip Trail São Salvador no Morro do Itaoca (Morro do Rato), com largada prevista para às 9 horas. Compareçam e pretigiem a maior prova de MTB do Norte Fluminense.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Calendário Campos

Atenção Campos e região, fiquem atentos ao calendário de provas previstas para o segundo semestre de 2010.

Data - Prova - Local
4/jul - Campeonato Brasileiro de Triathlon
Olímpico - 2ª etapa - Macaé

6/ago - Prova Ciclística de São Salvador - Campos dos Goytacazes

8/ago - Trip Trail São Salvador - Campos dos Goytacazes

22/ago - 3ª Copa Duas Rodas de Ciclismo - Campos dos Goytacazes

5/set - Montanha Cup - 3ª etapa - Santa Maria Madalena

13/nov - ITU Triathlon Panamericano CUP - Rio das Ostras

FONTES
http://www.fecierj.org.br/calendario.asp
http://www.cbtri.org.br/docs/Calendario%20Triathlon%202010.pdf

domingo, 29 de março de 2009

Menos de uma semana depois de queda, Lance volta à bicicleta

Uma queda, uma placa de metal para consertar a clavícula e 12 pinos. Mesmo com tudo isso, Lance Armstrong já está de volta à bicicleta. Não que o norte-americano já esteja curtindo o vento e o asfalto das estradas. Por enquanto os esforços são controlados e o heptacampeão da Volta da França tenta manter sua forma dentro de casa, em uma bicicleta ergométrica.

Em seu Twitter – o ciclista é um dos que mais usa a ferramenta, a exemplo do que aconteceu nesta semana, - ele contou que pedalou por 30 minutos. A intenção é não perder a forma e estar pronto para correr o Giro d’Itália, em maio, mesmo que sua recuperação seja prevista para 12 semanas.

Depois de colocar um vídeo em que mostrava a radiografia do pós-cirúrgico, Lance postou também fotos dele na bicicleta ergométrica e, pasmem, até dos curativos e da área em que houve a incisão. Recomendado para quem não tem estômago fraco!

Escrito por UOL Esporte às 15h01

sábado, 27 de setembro de 2008

Cafeína X Ciclismo

Pesquisa demonstra que cafeína melhora desempenho de ciclistas.

Ciclistas que ingerem cafeína anidra uma hora antes da realização de exercício de curta duração, em competições, podem ter melhor desempenho na prova. Este foi o resultado da pesquisa feita pelo profissional de Educação Física Leandro Ricardo Altimari, depois de realizar mais de cem testes físicos, em uma parceria entre os laboratórios de Estudos Eletromiográficos e o de Fisiologia do Exercício, ambos da Faculdade de Educação Física (FEF). Orientado pelo professor Antonio Carlos de Moraes, Altimari concluiu que a ingestão de seis miligramas de cafeína por quilo de peso corporal aumenta o tempo de exaustão e atenua a taxa de fadiga muscular do atleta. Isto significa que o ciclista se mantém mais tempo fazendo exercício de alta intensidade.
Segundo o educador físico, a ingestão de cafeína por atletas era proibida até 2004 pela Agência Mundial Antidoping. Como a substância está presente em vários alimentos que fazem parte da dieta habitual de muitos países – e também por questões relacionadas ao controle –, acabou sendo liberada sem que sua ingestão seja hoje considerada doping. Neste sentido, o que se buscou identificar na pesquisa realizada na FEF foi o efeito da substância sobre o desempenho físico, bem como os prováveis mecanismos de ação em exercícios de curta duração – menor que dois minutos – e alta intensidade, uma vez que seus efeitos para melhora da performance em exercício de média e longa duração já são conhecidos.
Os testes foram feitos com 12 ciclistas com idade média de 27 anos, que realizaram exercícios em ciclossimulador importado exclusivamente para avaliar as condições reais de competição. "Procuramos simular a atividade motora de pedalada o mais próximo do realizado em ambiente externo, ou seja, durante as competições, para obter resultados eficientes", destaca o professor de Educação Física, atualmente do quadro docente da Universidade Estadual de Londrina.
Num primeiro momento foram identificadas as características fisiológicas dos voluntários. Na seqüência, foram propostas atividades, desenvolvidas entre seis e sete semanas. Para efeito de comparação, o grupo de atletas foi testado em duas condições distintas: uma com ingestão de cafeína e outra placebo, por meio de sistema duplo cego, com no mínimo 72 horas de intervalo entre os testes.
O que se observou, ao longo dos testes, foi que a cafeína atua como estimulante sobre o sistema nervoso central. Ela melhora o desempenho nos exercícios de curta duração por meio de aumento na velocidade da condução dos impulsos nervosos para as fibras musculares.
Este aspecto, explica Altimari, causa redução da taxa de fadiga muscular. Outro achado importante foi que os indivíduos iniciaram o exercício com percepção subjetiva de esforço menor após a ingestão da substância. Segundo o estudo, a cafeína mascara a percepção que o indivíduo tem do esforço que ele realiza em determinado exercício.

Texto: Raquel do Carmo Santos Fonte: Jornal da Unicamp
Publicado em: 25/09/2008
http://www.saudeemmovimento.com.br/reportagem/noticia_frame.asp?cod_noticia=2741

terça-feira, 19 de agosto de 2008

ESTRADA REAL

ESTRADA REAL – Ouro Preto x Paraty
(CICLODIÁRIO)

Terei a vida simples, Discreta...
Andarei pela estrada certa, Modesta, Reta.
Subirei a serra, Descerei a montanha Amontoando em mim Cada curva do caminho,
Cada sonho, Cada paisagem...
Andarei de bicicleta,
Andarei devagar, Bem devagar...
E brincarei de vagar por aí,
Pelo planeta,
Em uma diária e renovada viagem em busca do sem fim...
( Petrônio Souza Gonçalves)


Relato da viagem realizada entre os dias 02 e 12/08/2008 pelo Caminho Velho da Estrada Real, de Ouro Preto (MG) a Paraty (RJ).
Faltando apenas dois dias para o início da viagem - não importa se é a primeira, a segunda ou a centésima vez - a ansiedade é sempre a mesma. À medida que o dia da partida se aproxima a ansiedade aumenta.
Em princípio a viagem seria realizada por quatro ciclistas – eu, Pacheco, Lotério e Nelson -, mas a dinâmica do dia-a-dia acaba prevalecendo sobre a nossa vontade e nem tudo acontece como planejamos. Enfim, dos quatro sobramos eu e Pacheco para realizar a viagem.
Aventureiros e curiosos, acompanhem-me em mais essa cicloaventura.

A aventura começou antes mesmo de sair de casa. As passagens para BH já estavam compradas e quase se perderam quando do passeio a Lagoa de Cima (Campos dos Goitacazes/RJ). Durante uma das travessias da lagoa a mochila de Pacheco, onde estavam as passagens, se molhou e as passagens quase vão para o beleléu.
Às 17 h 10 min do dia anterior ao embarque para BH Pacheco me liga para dizer que não iria mais devido a problemas no trabalho e, infelizmente, eu não poderia adiar a viagem, então segui sozinho mais uma vez.
Bom, vamos em frente.

31/07 => Embarque para BH no ônibus das 21 horas e chegada às 06:45. Às 7 horas peguei o ônibus para Ouro Preto, chegando às 8:45.

01/08 => Após estar instalado em OP e tomar um bom café saí para dar umas voltas pela cidade, visitando alguns pontos históricos:
Casa dos Contos: sede da administração e contabilidade pública da Capitania de Minas Gerais. Abriga vários documentos desta época, além de uma biblioteca.
Museu da Inconfidência: exibe arte sacra, sepultura dos inconfidentes e réplicas de obras de Aleijadinho.
02/08 => Ouro Preto (1130 m) – Conselheiro Lafaiete (960 m). 60,3 km: Percorri alguns quilômetros a mais porque pequei a direção errada e tive que voltar (somente uns dois ou três quilômetros). De Ouro Preto a Ouro Branco (1075 m) há umas subidas fortes, principalmente próximo a Ouro Branco. E tome subida! Bem que me avisaram.
Saída de Ouro Preto às 8:10, mas antes tirei algumas fotos com a ajuda do Régis, colega de quarto do Albergue da Juventude. Mineiro de BH, bom companheiro, falante e curioso a quem agradeço o envio das fotos de Ouro Preto e a boa companhia.
Temperatura na saída de Ouro Preto: 18 ºC à sombra.
De Ouro Branco a C. Lafaiete não há muitas subidas fortes.
Chegada a C. Lafaiete: 16:10.
A meio caminho entre Ouro Branco e C. Lafaiete fica a Casa de Tiradentes, local onde eram realizadas as reuniões dos inconfidentes.
Curiosidade de algumas pessoas: “sua mulher não fala nada não?”. Fazer o que, né?
03/08 => C. Lafaiete – São João Del Rei (920 m). 102,7 km: Saí de C. Lafaiete às 6:55 com a temperatura em 13 ºC e segui na direção a Queluzito pela da BR-040, sem acostamento, mas com pouco trânsito.
Em Casa Grande (990) fiz um lanche reforçado na única padaria da cidade e comprei bananas e maçãs para não precisar parar para almoçar. Na pracinha da cidade encontrei os garotos Gabriel e Cristian, com quem conversei um pouco e bati fotos.
Saí de Casa Grande às 11:15 e entrei por uma estradinha de terra muito poeirenta, mas bem demarcada pelos totens da ER, percorrendo 26 km até terminar a estrada de terra e entrar na BR-256, passando por Lagoa Dourada.
Nas proximidades de Prado resolvi ir direto para São João Del Rei para ganhar tempo, chegando às 17:05 com a bunda doendo depois de um dia inteiro pedalando e segui para a casa de Lincon - antigo colega de trabalho e hoje aposentado - para esperar o Carlos que ia me receber, mas ao chegar numa esquina, avistei um sujeito em pé e fui perguntar se era por ali que eu ia para a rodoviária nova (uma referência que Carlos me deu), ao que ele respondeu: “tenho dúvidas”, sem sequer olhar para mim. E ficamos assim, os dois mudos por alguns segundos. A sorte é que vinha um rapaz passando bem na hora e me explicou. Depois dizem que eu é que sou maluco.
Dormi no sítio de Lincon, a 8 km do centro da cidade. No dia seguinte acordei cedo, dei umas voltas pelo sítio curtindo um frio maravilhoso às 7 horas da manhã e bati algumas fotos. Como o Carlos não acordava resolvi sair, deixando um bilhete.
Na cidade deixei a bicicleta numa pequena oficina para limpar e verificar uma pequena folga nas catracas que vinha provocando alguns estalos na corrente e falhando nas pedaladas. Depois disso saí rodando pelo Centro Histórico a pé e logo em seguida peguei uma Moto-Taxi para Tiradentes. Só 20 minutinhos. Às 13 horas almocei e peguei o ônibus de volta para SJDR, apanhei a bicicleta na oficina toda melada de óleo diesel e retornei para o sítio, não sem antes errar o caminho duas vezes e subir uma ladeira enorme empurrando a bicicleta.
Surpresa! A máquina fotográfica pifou. Na troca do segundo para o terceiro filme a máquina não quis mais funcionar. Amanhã eu vejo o que fazer.
Outra surpresa. Está trovejando e acho que vai cair um temporal. São 19:05.
Foi uma pena o amigo Lincon não estar em São João, pois ele precisou ir a BH resolver assuntos pessoais e não sabia da minha visita. Falha minha de não ter avisado com antecedência. Mas, de qualquer forma, fui muito bem recepcionado por Carlos que me deixou à vontade, me dando total liberdade.

05/08 => São João Del Rei (920 m) – Carrancas (1035 m). 122,5 km: Saída às 5:40 do sítio com temperatura em 20 ºC dentro de casa e sem café. Não choveu como eu temia.
A estrada é de asfalto novo com acostamento e visual muito bonito, mas cadê a máquina?
32 km de pedal e nenhum lugar para tomar café. Ainda bem que não saio sem a minha ração, e ainda por cima perdi os óculos de sol.
Puta que pariu! Errei o caminho e estou indo para Madre de Deus de Minas, mas encontrei o músico-caroneiro Vicente na beira da estrada e ele me explicou direitinho a merda que fiz. De qualquer forma estou indo em direção a Minduri, mas não vou passar em Carrancas e muito menos em Caquende.
O dia está uma beleza para pedalar: sem sol, sem vento e temperatura variando entre 16 e 18 ºC.
Cheguei a Madre de Deus de Minas (945 m) às 10:30 após 52 km pedalados para uma pausa e café...Até que enfim!
No caminho até aqui havia uma plantação de girassóis linda, mas, cadê a máquina?
Após o café segui em frente, em direção a Minduri, parando para almoçar às 13:55 e decidir se entro em direção a Carrancas (42 km) ou sigo para Minduri (25 km).
Próximo a São Vicente de Minas há um restaurante – Paiol de Minas -, próximo ao qual há uma estrada de terra que leva a Carrancas. Depois de conversar com a dona e pesar os prós e contras decidi ir para Carrancas. A estradinha era boazinha, mas sem sinalização. Às vezes eu parava um carro ou uma moto para me certificar da direção e mesmo assim consegui errar o caminho uma vez. Estrada com algumas subidas muito fortes, mas nenhuma comparada à última, já próximo a Carrancas. Era de matar! Uma subida não muito longa, porém muito íngreme calçada com bloquetes. Me senti um jegue empurrando a bicicleta morro acima com as sapatilhas estalando como ferraduras e escorregando no calçamento.
Concluí o trajeto à noite, adentrando Carrancas às 19:40 e me hospedando na primeira pousada que vi – Pousada Caminho das Águas. Que sufoco! No dia seguinte fiquei sabendo que se eu viesse pelo caminho certo a subida seria pior. Cruz-credo!
Descontando a perda dos óculos, a máquina pifada, o caminho errado e as subidas, o dia foi bom (foi?).
Os grandes atrativos de Carrancas são as cachoeiras. São 52 catalogadas pelo IBAMA.
Contratei um guia (agência Minas Trilhas Gerais) para percorrer algumas das cachoeiras da região:
Cachoeira da Fumaça, onde praticamos rapel;
Cachoeira Véu de Noiva;
Cachoeira Serrinha;
Complexo Vargem Grande;
Cachoeira Esmeralda;
Cachoeira Luciano.
À noite, como ninguém é de ferro, comi um filé de truta grelhado com molho de alcaparras acompanhado de duas taças de vinho. Maravilha!
Uma detalhe curioso de Carrancas é que o sino da igreja toca a cada 15 minutos e fica localizada a uns 200 metros da pousada em que eu estava. Que legal!

07/08 => Carrancas – Cruzília (1060 m): Saída de Carrancas às 7:33 com temperatura de 23 ºC, chegando a Cruzília às 13:55.
De Carrancas a Cruzília são 62 km de estrada de terra. Estradinha boa e bem sinalizada pelos marcos da ER e com muitas subidas. Nada de matar, dava para levar no pedal...Menos uma logo na chegada.
Cruzília é o berço do cavalo Manga Larga Marchador. Em meados do século XIX o então Imperador D. Pedro II deu um cavalo da raça européia Alter Real de presente a um fazendeiro da região (fazenda Traituba, hoje um lindo hotel-fazenda) que depois de alguns cruzamentos gerou o cavalo Manga Larga.
Resolvi ir para Caxambu (900 m). Cruzília não tem muitos atrativos. Após tomar um Gatorade, três sucos de laranja e comer um pastel de queijo saí rodando pela cidade para tentar resolver o problema da máquina. Acabei comprando uma nova e segui em direção a Caxambu às 16:05.
Na entrada de Caxambu encontrei com Reinaldo correndo e empurrando a bicicleta com o pneu furado. Fomos conversando e acabei descobrindo que ele tem uma bicicletaria e combinamos de eu levar a bicicleta no dia seguinte para ele dar uma olhada.
De Cruzília para Caxambu não tem muitas subidas fortes, somente uma logo após o trevo saindo de Cruzília. O resto é mais descida, mas em compensação o céu se manteve sem nuvens e o sol bateu forte todo o tempo.
Total do pedal: 93,3 km.
Mais uma surpresa: ao retirar a bagulhada do bagageiro percebi que ele estava quebrado. Amanhã eu vejo o que fazer.
Comprei bepantol para passar no beiço que está muito ressecado devido a baixa umidade do ar.
Em Caxambu choveu a noite toda, até de manhã. Agora vou sair para levar a bicicleta na oficina e ver se soldo o bagageiro.
Há dias que tudo se resolve. Amanheceu ainda chuviscando um pouco, mas nada que atrapalhasse meus planos: levei a bicicleta para o Reinaldo e o bagageiro para que ele me indicasse onde consertar e, por coincidência, a pessoa que faria o serviço estava em frente a bicicletaria e a oficina era bem ao lado. Ele soldou o bagageiro e instalou um pequeno reforço.
Fui fazer uma visita ao Parque das Águas ainda chuviscando um pouco, lá pelas 10:30. mas daí em diante não choveu mais.
Quando fui pegar a bicicleta recebi um telefonema da colega Josane para me informar que o compromisso que teríamos nos dias 13 e 14 foi cancelado porque o pessoal conseguiu dar conta de tudo o que faltava. Sendo assim fiquei mais à vontade para concluir o percurso sem pressa.
A bicicleta parece que ficou boa. Vamos ver daqui para frente como ela se comportará.
Resumindo: conserto da bike, do bagageiro e cancelamento do compromisso. Isso tudo de uma vez só. E ainda fiquei conhecendo Roberta Kely, vencedora da primeira prova do MTB 24 horas, realizada em Itupeva (SP) nos dias 19 e 20 de julho de 2008, seu marido Fernando que lhe dá a maior força e o filho Gustavo que ficou em segundo lugar por uma diferença de milímetros na 4ª. etapa do Campeonato Regional de Ciclismo, realizada em Caxambu no dia 20 de julho. A galera é muito bacana. Vou ficar com saudades...mas eu volto.
Conheci uma livraria muito simpática – Sabor do Saber -, onde Bruno e Ketlin têm um atendimento 10. Além de livros novos para venda há um acervo de mais de três mil títulos para locação por apenas R$ 2,50 por 21 dias. O mais interessante é que os livros para locação são frutos de doação.

09/08 => Caxambu – Passa Quatro (884). 60 km. Saída de Caxambu às 7 horas com temperatura em 17 °C. A BR-354 e MG-159 não têm acostamento.
A alternativa de ir pela estrada de terra foi descartada por causa da chuva que caiu no dia anterior.
A estrada tem algumas subidas longas, mas não muito íngremes, principalmente a primeira, logo após o trevo, na saída de Caxambu (aproximadamente 8 km, mas não medi).
Chegada a Passa Quatro às 12:05 no restaurante Ponto Quatro, na entrada da cidade, onde almocei e descansei um pouco.
Às 14:30, após providenciar o hotel, fui fazer o passeio da Maria Fumaça que percorre um trecho da Serra da Mantiqueira até o túnel que faz divisa entre os estados de MG e SP. Este túnel tem 997 metros de extensão e foi inaugurado por D. Pedro II em 1881, sendo palco das revoluções de 30 e 32.

10/08 => Passa Quatro – Guaratinguetá (520 m). 68,8 km: Caiu um temporal à noite e amanheceu ainda chuviscando.
Temperatura na subida da Serra da Mantiqueira: 15 °C...14...13...12 °C a 1100 m de altitude.
A subida da Serra da Mantiqueira não foi tão difícil quanto pensei. Apesar de ser uma longa subida (talvez uns 8 km), ela não é muito íngreme, mas estava muito frio, principalmente na descida, onde o vento gelava.
Saída de Passa Quatro: 8:40.
Em Cachoeira Paulista parei para almoçar e ser mordido pela cachorra. Ao me dirigir para o banheiro não vi uma cachorrinha deitada no tapete e, ao passar perto dela a danada me atacou. Nada além de uns arranhões na canela.
Chegada em Guará às 14:30. Fiz contato com Luiz Verza e me instalei no hotel recomendado por ele. Mal me instalei o sol apareceu.
Na saída de Passa Quatro parei para comprar água e o rapaz do bar fez um mapa e me explicou o caminho para Guaratinguetá sem trafegar pela Dutra. É só ir em direção a Cachoeira Paulista e depois entrar em direção a Canas, passando pela cidade e ir margeando a linha férrea até Lorena. Após atravessar a cidade de Lorena é só seguir em frente que chega-se a Guará.
O amigo Luiz me apanhou no hotel e me mostrou os principais pontos da cidade, inclusive o caminho que eu deveria pegar para seguir no dia seguinte. Depois do passeio fomos tomar um chopinho porque ninguém é de ferro e em seguida fomos comer um lanche no quiosque do seu amigo Luciano (Bob Soccer). Valeu Luiz.

11/08 => Guará – Cunha (937 m). 50 km: Às 7:25 saí de Guará com temperatura em 17 °C.
A 11 km do centro de Guará entra-se à direita numa estradinha de terra, evitando trafegar pela Dutra. Logo em frente começa uma subida de aproximadamente 10 km e em seguida entra-se numa estrada asfaltada, sem acostamento e esburacada.
Pela estrada de terra sobe-se até 1030 m de altitude. É bem demarcada pelos marcos da ER.
A visita ao Parque Estadual da Serra do Mar e à Pedra da Macela fica para a próxima porque o tempo é curto.

12/08 => Cunha – Paraty. 68,8 km: Saída às 7:10. T = 17 °C.
Logo na saída de Cunha há uma ladeira de uns 1000 m para aquecer. Há também umas subidas fortes até uma cachoeirinha na beira da estrada a 20,8 km que serve como ponto de descanso (1280 m de altitude), a partir da qual sobe-se até 1430 m, onde fica a divisa dos estados de SP e RJ, no alto da Serra da Bocaina. Daí para frente despenca-se até Paraty numa descida de 20 km. Metade em estrada de terra, com muuuuitas pedras. A segunda metade é asfaltada e com muuuuitas curvas.
Paraty. Chegada às 13:30 na Pousada Walter. T = 32 °C.
Em Paraty permaneci o restante do dia, tomando o ônibus no dia seguinte para o Rio e daí para Campos.
Bom pessoal, espero que tenham curtido a minha pequena aventura. Conto com o apoio e a companhia de todos na próxima.
Um abraço.

As informações acima foram obtidas de várias fontes tais como: Internet, Guia 4 Rodas, moradores, inscrições nos marcos da ER (totens), jornais locais e o relato da viagem realizada por José Maurício de Barros que serviu de ótima referência, principalmente quanto às altimetrias. (www.estradareal.org.br/diari_viaje/detal_viaje.asp?codigo=20).

Os números da viagem:
Distância total percorrida: 623 km
Altitude máxima: 1430 m
Temperatura mínima durante o trajeto: 12 °C (alto da Serra da Mantiqueira)
Temperatura máxima: 33 °C
Velocidade máxima: 72,6 km/h
Maior velocidade média: 15,6 km/h
Menor velocidade média: 11 km/h
Peso da bagagem: 11 kg (estimado porque não pesei)
Maior distância percorrida em um dia: 122,5 km – de São João Del Rei a Carrancas.
Menor distância percorrida em um dia: 50 km (Guaratinguetá – Cunha)
Pneus furados – uma curiosidade constante: nenhum

sexta-feira, 11 de julho de 2008

EFEITOS FISIOLÓGICOS DA PRÁTICA DE CICLISMO

Cláudio Quintanilha Siqueira
Muito se propaga a respeito dos benefícios das atividades aeróbicas como a corrida, a natação e o ciclismo, entre outras. O que pouca gente sabe é o porquê dessas atividades oferecerem tais benefícios.
Segundo Dantas (2003), o exercício físico realizado com objetivo de treinamento generalizado tem efeito sobre quase todos os grandes sistemas do organismo, mas é sobre os sistemas cardiocirculatório e respiratório que incidirão os efeitos melhor observáveis no que tange ao condicionamento orgânico. Portanto, de acordo com Powers & Howley (2000), citados por Marins & Giannichi (2003), "o adequado funcionamento do sistema cardiorrespiratório está associado diretamente à melhora da qualidade de vida".
A prática regular de atividades aeróbicas "irá acarretar uma série de adaptações em diversos níveis no organismo" (DANTAS, 2003), desde que seja realizado, conforme recomendam Marins & Giannichi (2003) de maneira a estimular grandes massas musculares, durante longo período de tempo. O que pode ser proporcionado pelo ciclismo.
As principais alterações fisiológicas proporcionadas pela prática de atividades cíclicas, como o ciclismo, podem ser observadas diretamente ou com o auxílio de exames específicos.
> Aumento de aproximadamente 80% no conteúdo de mioglobina nas fibras musculares, acarretando um melhor aproveitamento das reservas de glicogênio muscular.
> Como a principal fonte energética do sistema aeróbico é a gordura, ela tem seu aproveitamento enormemente aumentado, visto que "as gorduras só podem ser utilizadas no ciclo energético através do sistema aeróbico" (DANTAS, 2003). Portanto o percentual de gordura e o peso total são reduzidos quando os exercícios são acompanhados de controle alimentar.
O consumo calórico previsto para o ciclismo, considerando um indivíduo de 70 kg, pedalando a uma velocidade de 18 km/h é de 7 a 8 kcal/min, perfazendo um total de 420 a 480 kcal durante uma hora de exercício. Mas alertamos que estes valores são estimados, pois muitas variáveis influenciam no gasto calórico como, por exemplo, a eficiência motora da pedalada, o tipo de terreno, vento, combinação de marchas, idade, sexo etc.
> Havendo uma preponderância da atividade aeróbica, haverá um aumento do ventrículo esquerdo do coração, provocando um aumento do volume cardíaco acompanhado de uma maior densidade capilar. Além disso, provocará um aumento do volume de ejeção sanguínea, portanto "o aumento do volume de ejeção ou volume sistólico permite uma redução da frequência cardíaca de repouso." (DANTAS, 2003).
> Aumento do VO2máx, que é um parâmetro fisiológico que representa a "quantidade de O2 que um indivíduo consegue captar do ar alveolar, transportar aos tecidos pelo sistema cardiovascular e utilizar a nível celular na unidade de tempo." (LEITE, 1986), citado por Marins & Giannichi (2003). Em outras palavras, quanto maior for o seu VO2máx maior será a sua capacidade de realizar exercícios de longa duração, como uma maratona, por exemplo.
> Os níveis de colesterol e triglicérides são reduzidos. Observa-se uma violenta redução do perigoso LDL e aumento do "bom colesterol", o HDL, diminuindo o risco de coronariopatia.
> Provocam uma maior adaptação do organismo a temperaturas elevadas e uma capacidade de dissipação de calor mais rápida e fácil.
> Diminuição da viscosidade sanguínea.
> Aumento do número de linfócitos, responsáveis pela formação de anticorpos.
O American College Sport Medicine (ACSM) preconiza uma frequência para a prática de atividades físicas de 5 vezes por semana para que se obtenha um resultado satisfatório tirando, assim, o máximo proveito dos benefícios oferecidos pelo exercício, no entanto Marins & Giannichi (2003) recomendam que os iniciantes comecem com 2 vezes por semana e aumentem gradativamente, de acordo com as respostas físicas obtidas. Eles também alertam que uma frequência maior que 5 vezes por semana melhora o rendimento de forma desprezível e, por outro lado, aumenta significativamente o risco de lesões.
Quanto à intensidade, esta dependerá, segundo Marins & Giannichi (2003), diretamente do nível inicial do praticante, dos seus objetivos, idade e sexo. Mas, alguns fatores devem ser observados com relação à intensidade dos exercícios:
a) Intensidade maior aumenta o risco cardiovascular e de lesões ortopédicas.
b) Maiores intensidades estão associadas a menor adesão pelo desconforto físico gerado durante e depois do exercício. Lembra-se daquele amigo, novato, que você levou para uma pedalada e o garoto não aguentou o sacode? Sumiu, né?
c) Caso não vise competições a atividade deve ser de intensidade moderada e de maior duração.
d) O consumo de alguns medicamentos poderá alterar a frequência cardíaca.

Bom, agora saia da frente deste computador e vá pedalar.

Um abraço.

REFERÊNCIAS

MARINS, João C. Bouzas; GIANNICHI, Ronaldo S. Avaliação e Prescrição de Atividade Física: guia prático. 3ª ed. Rio de Janeiro: Shape, 2003.

DANTAS, Estélio M. A prática da preparação física. 5ª ed. Rio de Janeiro: Shape, 2003.

domingo, 15 de junho de 2008

Mountain Bike

Cláudio Quintanilha Siqueira




A expressão mountain bike traduz-se literalmente como bicicleta de montanha. É o tipo de bicicleta utilizada para a prática do Mountain Biking - comumente abreviado como MTB, modalidade de ciclismo onde o objetivo é transpor percursos fora de estrada como trilhas em montanhas, fazendas, estradas de terra etc.
A bicicletas tipo mountain bike diferem das tradicionais bicicletas de estrada em diversos aspectos como os pneus mais largos que absorvem impactos de forma mais eficiente e oferecem maior aderência em terrenos acidentados; amortecedores, para reduzir os impactos e permitir maior controle sobre a bike; quadros mais reforçados para resistirem aos saltos e quedas; guidão mais alto para permitir um posição menos inclinada e mais confortável para o ciclista; aros normalmente de tamanho 26” em vez dos aros 700 mm do ciclismo de estrada, além de serem reforçados com uma parede dupla e relações de marchas maiores e mais leves.
Em meados da década de 50, alguns ciclistas procurando novos desafios foram parar nas montanhas da Califórnia, concebendo uma nova modalidade, diferente das tradicionais competições de estrada.
Segundo a lenda foi um estudante universitário californiano chamado James Finley Scott quem primeiro modificou sua bicicleta de maneira a criar um protótipo do que temos hoje. Porém, somente nos anos 70, quando Charles Kelly, Jobst Brand, Gary Fisher e outros ciclistas começaram a freqüentar as trilhas das montanhas da Califórnia, despencando morro abaixo com suas bicicletas com quadro cruizer, pneus mais largos e freios mais eficientes foi que o esporte obteve mais expressão.
A primeira bicicleta produzida em larga escala para a prática do mountain biking foi a Specialized Stumpjumper em 1981, fazendo com que o esporte evoluísse mais e atraísse mais adeptos. Mas, apesar disso, o MTB continuou sendo tratado como modismo passageiro e recreativo e não era visto com seriedade até que, em 1990, foi reconhecido pela União Ciclística Internacional (UCI) e, lentamente a visão com relação ao esporte foi sendo mudada. Ainda em 1990, foi realizado o primeiro Campeonato Mundial de Mountain Bike na cidade de Purgatory, no estado do Colorado – Estados Unidos, atraindo um público de aproximadamente 30.000 pessoas.
O Mountain Biking cresceu e evoluiu em vários aspectos e os praticantes da modalidade ficaram cada vez mais competitivos, tornando o esporte reconhecido em todo o mundo, estreando nos Jogos Olímpicos de Atlanta em 1996, com disputas nas categorias masculina e feminina. França, EUA, Canadá e Austrália são hoje fortes rivais na modalidade.


O MTB é um esporte que requer resistência física, destreza e auto-suficiência, sendo muito comum a sua prática em locais isolados o que torna o aspecto auto-suficiência importante, portanto é aconselhável que o ciclista tenha noções de mecânica para efetuar pequenos reparos e portar sempre as ferramentas básicas necessárias além de câmara de ar reserva.



Agora chega de conversa fiada e vamos pedalar.

FONTES
http://www.olympic.org/uk/sports/programme/disciplines_uk.asp?DiscCode=CM
http://pt.wikipedia.org/Mountain_bike
http://www.fgc.com.br/federac/historic/syd_mtb.htm
http://www.geocities.com/baja/cliffs/5984/hist2.htm?2000815

domingo, 11 de maio de 2008

Uma breve história da bicicleta

Cláudio Quintanilha Siqueira
Os primeiros documentos que mostram as inúmeras tentativas de desenvolvimento de um veículo de duas rodas movido à força humana datam dos séculos XV e XVI. Um dos esboços mais notáveis é o do artista e inventor Leonardo da Vinci, guardado até hoje no Museu de Madri. Nele o inventor traça os primeiros conceitos de transmissão de força através de correntes, princípio que continua sendo utilizado em todas as bicicletas.
Porém, somente em 1790, quando o conde Méde de Sivrac, na França, construiu o primeiro veículo movido a duas rodas, é que se deu início à história da bicicleta, que então tinha o nome de Celerífero. Tratava-se de um veiculo muito primitivo, onde duas rodas eram ligadas por uma trave de madeira e movidas por impulsos alternados dos pés sobre o chão.
No dia 5 de abril de 1816, no Parque de Luxemburgo, o barão alemão Karl Friederich Von Drais apresentou o seu invento que consistia numa direção adaptada ao celerífero e foi batizado de Draisiana. Com ele o barão percorreu o trajeto entre Beaun e Dijon, na França, a uma velocidade média de 15 km/h, registrando, assim, o primeiro recorde ciclístico da história.
Em 1820, o escocês Kikpatrick McMillan adaptou ao eixo traseiro duas bielas, ligadas por barras de ferro que funcionavam como um pistão, acionadas pelos pés, girando, assim, as rodas traseiras. O veículo, porém era ainda muito rudimentar e oferecia dificuldades de equilíbrio e muito desconforto para movimentar os pedais.
Em 1855 o francês Ernest Michaux e seu filho inventaram o Velocípede. Ele introduziu os primeiros pedais na roda dianteira, no entanto o veículo mostrou-se muito pesado.
Em 1865 nasce a Companhia Michaux, a primeira fábrica de bicicletas do mundo, que tinha 200 operários e produzia cerca de 140 bicicletas por ano, que eram vendidas por um preço exorbitante para a época.
Em 1870 surgiu a primeira bicicleta de metal. Os pedais ainda eram conectados diretamente à roda dianteira. As rodas de borracha sólida e os longos raios da roda dianteira possibilitavam um transporte mais macio. As rodas dianteiras tornaram-se cada vez maiores, pois os construtores descobriram que quanto maior fosse o diâmetro da roda dianteira maior era a distância percorrida com uma pedalada. Elas gozavam de grande popularidade entre os homens jovens e de posse (custavam em média seis meses de salário de um trabalhador comum), tendo chegado ao auge em 1880.
A roda com pneu foi utilizada pela primeira vez em uma bicicleta por um veterinário irlandês, cujo nome era Dunlop, que tentava oferecer ao seu filho uma pedalada mais confortável no seu triciclo.
A medida que os métodos de fabricação eram melhorados, o preço da bicicleta ficava mais acessível e todo mundo queria ter a sua. A mania de andar de bicicleta influenciou inclusive a roupas femininas, pondo abaixo as armações e os espartilhos (peças do vestuário feminino), instituindo um vestuário mais prático para as mulheres, aumentando a sua mobilidade. Em 1896 a feminista Susan B. Anthony disse que "a bicicleta fez mais pela emancipação das mulheres do que qualquer outra coisa no mundo".
O ciclismo atual possui três maneiras de utilização: transporte, lazer e esporte. Como meio de transporte, hoje, a bicicleta é utilizada em todo o mundo, principalmente por suas vantagens econômicas, além de não produzir nenhum tipo de poluição, ocupar menos espaço, não criar congestionamentos e oferecer melhorias para a saúde humana.
O ciclismo, como esporte de competição, possui atualmente diversas modalidades, cada uma com as suas características, sendo que várias delas são modalidades olímpicas. A UCI (União Ciclística Internacional) reconhece as seguintes modalidades competitivas: ciclismo de estrada, ciclismo de ultradistância, ciclismo de pista, ciclismo de montanha, cyclo cross, BMX, ciclismo de obstáculos (Bike Trial) e ciclismo de ginásios (indoor).
FONTE
História da bike. Disponível em www.caloi.com/indexp.php. Data: 16/08/2007. 04:30.