quinta-feira, 25 de junho de 2009
HISTÓRIA DO PEDAL
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Uma cervejinha, por favor
Matéria originalmente publicada no site http://prologo.uol.com.br/.
No Brasil, foram consumidos, em 2008, cerca de 56 litros de cerveja por pessoa. Com toda essa quantidade, nem os atletas escapam. Mas, como em quase tudo na vida, é bom não exagerar, para não correr o risco de ter o pedal prejudicado pela bebida.
“Consumida com moderação a cerveja traz em seus ingredientes vitaminas do complexo B, fosfato e magnésio, que são nutrientes importantes para uma dieta saudável”, afirma a nutricionista Mariana Escobar. No entanto, de acordo com a nutricionista Mariana Klopfer, o grande problema da cerveja é o álcool, pois este componente compromete o valor nutritivo que a cerveja poderia ter.
Entre os efeitos desta substância podem ser listados a inibição do ADH (hormônio antidiurético), hormônio responsável pela regulação urinária, o que nos faz ter mais vontade de ir ao banheiro, causando desidratação, e a inibição da enzima responsável pela quebra da gordura, diminuindo a capacidade do corpo utilizá-la como fonte de energia.
“O álcool também prejudica a recuperação muscular, a recuperação de glicogênio e as regulações hormonais que estão relacionadas com as funções como dormir e acordar”, afirma Escobar. Por isso que quem bebe antes de dormir desperta muitas vezes durante a noite, acorda mais cedo que o usual e, por vezes, não atinge os estágios mais profundos do sono, de acordo com Klopfer. Com o sono afetado, a recuperação se torna insuficiente, influenciando de forma negativa a performance do treino seguinte.
No entanto, a cerveja não é uma bebida tão calórica e não apresenta o risco de engordar. Cada lata tem por volta de 123 kcal, quantidade de energia que pode ser queimada com cerca de 25 minutos de pedal a 15 km/h.
Porém, mesmo não engordando, há o problema da barriga. Ao ser ingerida em demasia, a bebida alcoólica leva nosso corpo a priorizar mecanismos de desintoxicação para a eliminação do álcool, prejudicando o metabolismo de carboidratos, gorduras e proteínas. “Esse desvio no metabolismo proporciona o acúmulo de energia sob a forma de gordura corporal, que, se não for gasta, acumula-se na barriga, no caso dos homens, e nos quadris, glúteos e na barriga das mulheres”.
Uma cervejinha depois do treino
Mas como o pedal ajuda na queima da energia extra, não há motivo para atletas se preocuparem com a barriga. Contudo, aqueles que não resistem a pelo menos um copo depois do treino, principalmente nos finais de semana mais quentes, devem tomar cuidado. “A cerveja não recupera glicogênio muscular por não possuir a quantidade de carboidratos suficiente, não recupera as microlesões musculares por não possuir proteínas e ainda desidrata”, afirma Escobar. “Após o treino precisamos repor a água que foi perdida durante a transpiração. Evite ingerir bebidas alcoólicas após os treinos e beba água, pois a ingestão de álcool estimula a diurese, o que causa perda excessiva de água, ou seja, o processo inverso que queremos após o treino”, complementa Klopfer.
Por isso, o segredo é beber com responsabilidade. Se consumida nas quantidades e momentos apropriados, a cerveja está longe de fazer mal. E uma rotina de atividades esportivas só ajuda os fãs da bebida, uma vez que uma vida fisicamente ativa minimiza os efeitos negativos do álcool. “Nunca proíbo meus atletas de tomar cerveja, mas sempre recomendo que bebam em um dia que não tenham treino ou competição”, finaliza Mariana Escobar.
Valores Nutricionais da cerveja:
Energia 123 kcal
Álcool 10,8g
Proteína 0,9g
Carboidrato 11,1g
Lipídio 0g
Água 276,9g
Cinzas 0,3g
Fibra 0,6g
Cálcio 15mg
Fósforo 36mg
Magnésio 18mg
Ferro 0,09mg
Sódio 15mg
Potássio 75mg
Zinco 0,06mg
Cobre 0,03mg
Manganês 0,04mg
Tiamina 0,02mg
Riboflavina 0,08mg
Niacina 1,36mg
Vitamina B6 0,15mg
Vitamina B12 0,06mcg
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Atividades complementares ao ciclismo
A corrida fortalece a musculatura das pernas, resultando em coxas e panturrilhas firmes e torneadas; fortalece os tendões, ligamentos e articulações; aumenta o fôlego, pois é umas das atividades mais eficientes para o condicionamento cardiorrespiratório, além de estimular a produção de endorfina, oferecendo ao praticante uma sensação de bem-estar. Oferece também benefícios comprovados na prevenção da osteoporose e doenças cardíacas.
Correr melhora a coordenação motora e o seu efeito permanece por várias horas após o exercício.
Qualquer parque ou rua oferece possibilidades para a corrida, portanto, você não precisa abandonar totalmente os treinos durante viagens ou quando a bike estiver na manutenção.
Como qualquer outra atividade, a corrida também oferece riscos que podem e devem ser evitados:
1- Use um par de tênis apropriado, com um bom sistema de amortecimento;
2- Não se esqueça dos alongamentos antes e depois da atividade;
3- Interrompa a corrida caso sinta qualquer dor;
4- Não ultrapasse os seus limites. Evite excessos e consulte um profissional de educação física em caso de dúvidas.
Pular corda é um dos exercícios aeróbios mais eficientes, baratos e divertidos. Fortalece grandes grupos musculares como pernas (panturrilha e coxas), abdômen, peitoral, ombro, costas e braços, priorizando a musculatura das pernas e glúteos; otimiza a capacidade aeróbia e é um dos melhores exercícios para melhorar o condicionamento geral do organismo e a coordenação motora.
As melhores cordas são as confeccionadas em plástico ou vinil, nem muito curta ou comprida, e o cabo não deve ser fixo, o ideal é que ele possa girar sem você precisar girar os punhos. O tamanho ideal da corda é obtido da seguinte forma: com os pés unidos pise no centro da corda. Os cabos devem ficar na altura das axilas (ou no meio do peitoral).
Algumas recomendações:
1- Quem está muito acima do peso ou com lesão nos joelhos ou outra articulação dos membros inferiores deve evitar o exercício;
2- Use um par de tênis com um bom sistema de amortecimento;
3- Os iniciantes devem começar devagar, tentando pular baixo;
4- Não se preocupe com a falta de coordenação inicial. Com um pouco de persistência chega-se lá;
5- Amorteça a volta ao solo evitando aterrissar com os calcanhares. Procure utilizar a ponta dos pés;
6- Use a imaginação e crie maneiras diferentes de pular corda: pulando com os dois pés juntos, simulando uma corrida, saltando com os pés alternados etc.
NATAÇÃOÁ agua é um meio muito benéfico para o corpo, pois além de oferecer relaxamento é um meio sem efeitos agressivos, diminuindo a probabilidade de lesões durante a prática dos exercícios.
A natação é um dos desportos mais completos e de pouco impacto para os ossos e articulações; fortalece o músculo cardíaco, facilitando a circulação sanguínea pelo organismo; melhora o sistema respiratório; fortalece as articulações; melhora a coordenação motora; favorece a oxigenação para o cérebro e fortalece os músculos protegendo os tendões e os ligamentos.
Além dos benefícios para o físico a natação também proporciona momentos de relaxamento para a mente, combatendo o estresse; ativa a memória e aumenta a autoestima.
MUSCULAÇÃOA musculação é um ótimo complemento para qualquer atividade desportiva. Ajuda a manter a força para as atividades diárias e a prática de esportes; fortalece os músculos que dão sustentação às articulações; aumenta a densidade óssea e melhora a postura.
A musculação, quando bem orientada, oferece um fortalecimento muscular generalizado importante para o ciclista que fica horas sobre a bicicleta, evitando ou diminuindo aquelas dores indesejáveis nos punhos, costas, joelhos etc.
Como não podia deixar de ser, a orientação de um profissional de educação física é recomendável, pois a prática de musculação pode oferecer alguns riscos, principalmente para os iniciantes. Deve-se evitar pesos em excesso, o que é muito comum vermos nas academias. Ao exagerar na dosagem o efeito poderá ser o inverso do desejado, ou seja, em vez de estarmos protegendo as articulações acabamos lesionando-as, entre outros problemas ocasionados pelo exagero e pela ansiedade.
ALONGAMENTOOs exercícios de alongamento não poderiam ficar de fora. Os alongamentos favorecem o aumento da flexibilidade, que é a maior amplitude dos movimentos e promovem o estiramento das fibras musculares, fazendo com que elas aumentem o seu comprimento. É essencial para o aquecimento e o relaxamento antes e após as atividades físicas e podem ser feitos sempre que sentirmos vontade, uma vez que relaxam o corpo e a mente.
Quando executados de maneira adequada podem trazer vários benefícios:
1- Reduzem a tensão muscular;
2- Proporcionam maior consciência corporal;
3- Previnem lesões;
4- Preparam o corpo para as atividades físicas;
5- Ativam a circulação;
6- Reduzem a ansiedade;
7- Melhoram a postura.
Sugerimos que um profissional de educação física seja sempre consultado e que seja feita uma avaliação física antes da adesão à pratica desportiva.
Boas pedaladas.
FONTES
http://bhservico.com.br/corrida.htm
http://revistao2.uol.com.br/mostramateria.asp?IDmateria=900
http://www.cdof.com.br/rope.htm
http://boaforma.abril.com.br/edicoes/191/fechado/Fitness/conteudo_55.shtml
htt://sounatural.com/2007/11/28/beneficios-da-natacao
http://www.sitemedico.com.br/sm/materias/index.php?mat=581
htpp://www.sitemedico.com.br/sm/materias/index.php?mat=181
http://www.faac.unesp.br/pesquisa/nos/mexa_se/alongamentos/imp_alongamentos.htm
http://www.alongamentos.com.br/beneficio-do-alongamento.htm
DANTAS, Estélio M. A prática da preparação física. Rio de Janeiro: Shape, 5ª ed., 1998.
domingo, 7 de junho de 2009
São Fidélis - Rio Preto
O dia não podia estar melhor: sem sol e sem vento, com uma temperatura agradável e convidativa para uma aventura.
Alguns trechos estavam com barro ainda úmido, o que dificultou bastante durante as subidas, principalmente. Mas é disso que a gente gosta, né? Ou não?
Participaram dessa aventura: Jaba, Érik, Carlinhos, Vaninho, Tarcísio e Cacau (este que vos escreve).
RJ-158. Rumo a São Fidélis



Da esquerda para a direita: Cacau, Jaba, Vaninho, Carlinhos e Tarcísio. Ao fundo o rio Paraíba do Sul.













Jaba e Vaninho. Ao fundo uma pequena fatia da Lagoa de Cima.
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Projeto de Lei para diminuir o IPI de bicicletas e componentes
Para assinar o abaixoassinado acesse o link
http://www.inacio.com.br/abaixo-assinado
Um abraço e boa sorte.
sexta-feira, 24 de abril de 2009
EFEITOS PSICOLÓGICOS DA PRÁTICA DE CICLISMO

Cláudio Quintanilha Siqueira
Além dos efeitos fisiológicos oferecidos pela prática de ciclismo, tema já abordado por este blog (Efeitos fisiológicos da prática de ciclismo), os benefícios psicológicos também aparecem com a devida importância.
A vida tem se tornado cada vez mais complexa e urgente. Todos temos pressa! Somos a cada dia mais e mais exigidos pelas circunstâncias. As exigências vêm de todos os lados. Desemprego, inflação, violência, poluição adicionam ainda mais estresse ao nosso dia-a-dia, afetando a nossa saúde mental e o bem-estar psicológico, e não é de hoje que muitas pessoas tentam compensar estes momentos com alguma atividade que lhes traga prazer e as faça esquecer por algum momento das aflições do dia-a-dia e dentre essas atividades estão os exercícios físicos. As pessoas descobriram que a prática esportiva, praticada preferencialmente em caráter não-competitivo, proporciona, além de um bom condicionamento físico, relaxamento mental, oferecendo ao praticante momentos de total desligamento dos problemas diários.
Segundo Werneck (2006) há demonstrações de que sessões agudas de atividade física promovem uma melhoria nos estado de humor, com a diminuição da tensão, ansiedade, depressão e raiva e aumentos no vigor, que podem durar horas após os exercícios.
Weinberg & Gould (2001) afirmam que pesquisas mais recentes indicaram que a atividade aeróbica de alta intensidade não é absolutamente necessária para produzir benefícios e que atividades como exercícios de peso ou resistência, ioga e outros anaeróbios tem produzido efeitos positivos sobre o bem-estar psicológico. Entretanto, “o exercício aeróbio parece potencializar esses efeitos positivos sobre o humor e sobre o estado psicológico...”
Um fenômeno bastante divulgado é o chamado “barato do corredor” (runner’s high), que ocorre quando o exercício vigoroso leva a pessoa a produzir endorfinas, que são liberadas durante exercícios longos e contínuos, com intensidade entre moderada e alta como a natação, a corrida e o ciclismo, causando uma sensação de bem-estar.
Todas as evidências sugerem uma relação positiva entre exercícios e bem-estar psicológico. De acordo com Weinberg & Gould (2001) várias hipóteses, tanto psicológicas quanto fisiológicas, foram propostas para explicar como o exercício funciona para aumentar o bem-estar e “é provável que mudanças positivas no bem-estar psicológico sejam devidas a interação de mecanismos fisiológicos e psicológicos”, pois “a saúde deixou de ser considerada uma condição meramente física e passou a ser concebida como uma interação de aspectos físicos, psicológicos e sociais.” (WERNECK, 2006).
Os pesquisadores propõem mecanismos psicológicos e fisiológicos como responsáveis pelos efeitos positivos do exercício sobre o bem-estar psicológico.
Explicações fisiológicas: aumento no fluxo sanguíneo cerebral, mudanças nos neurotransmissores cerebrais como a norepinefrina, endorfinas e serotonina, aumentos no consumo máximo de oxigênio e liberação de oxigênio para os tecidos cerebrais e redução na tensão muscular.
Explicações psicológicas: esquecer os problemas cotidianos, sensação aumentada de controle, sentimento de competência, interações sociais positivas e melhora no autoconceito e na autoestima.
Agora meus amigos, que tal deixar os problemas esvaírem numa boa pedalada?
Um abraço.
FONTES E REFERÊNCIAS
WEINBERG, Robert S.; GOULD, Daniel. Exercício e bem-estar psicológico, in: Fundamentos da psicologia do esporte e do exercício. São Paulo: Artmed, 2ª ed., 2001.
WERNECK, Francisco Zacaron et al. Efeitos do exercício físico sobre os estados de humor: uma revisão. Revista Brasileira de Psicologia do Esporte e do Exercício, vol. 22-54, 2006. Disponível em http://www.eef.ufmg.br/sobrape/Artigo2_final.pdf. Data: 23/04/2009.
www.copacabanarunners.net/endorfina.html
segunda-feira, 13 de abril de 2009
PEDALA-DF: Verdade X Mentira
http://www.bicicletadadf.blogspot.com/2009/04/pedala-df-verdade-x-mito.html
quinta-feira, 9 de abril de 2009
ALONGAMENTOS

Muitos confundem Flexibilidade com Alongamento, por isso é necessário diferenciar os dois termos. Segundo Johnson & Nelson (1969), citados por Marins & Giannichi (2003), "flexibilidade é a habilidade de mover o corpo e suas partes dentro dos seus limites máximos sem causar danos às articulações e aos músculos envolvidos", portanto, flexibilidade é uma característica física e pode ser influenciada por vários fatores como a idade, sexo, massa muscular e a hora do dia, e representa um elemento importante na maioria das modalidades esportivas, contudo, é necessária, também, ao indivíduo sedentário, pois "a redução da flexibilidade está intimamente associada às lesões como as lombalgias." (MARINS & GIANNICHI, 2003).
Já os alongamentos são exercícios que promovem o aumento da flexibilidade. São fáceis de realizar, mas quando realizados de forma incorreta podem prejudicar e ocasionar lesões, por isso deve-se prestar atenção à postura e ao alinhamento do corpo; podem ser feitos a qualquer hora e em qualquer lugar.
Melhor flexibilidade traz muitos benefícios, não só para o atleta como para todas as pessoas, pois reduz a tensão muscular, aumenta a amplitude dos movimentos favorecendo a movimentação do dia-a-dia, previne lesões e facilita a realização de atividades físicas como o ciclismo.
Antes e durante os exercícios de alongamento, contudo, é importante observar algumas recomendações:
- Realizar um aquecimento de 5 a 10 minutos;
- Alongar de forma lenta e gradual até sentir um pequeno desconforto;
- Sustentar a posição por 10 a 30 segundos;
- Evitar movimentos bruscos durante os exercícios;
- Retornar à posição original de forma suave;
- Observe a postura e o alinhamento do corpo;
- Respeite os seus limites.
Existe ainda muita controvérsia sobre o fato de os alongamentos previnirem lesões, mas, mesmo assim não devemos parar de fazer os exercícios antes e após a prática esportiva, procurando sempre o aconselhamento de um profissional de educação física.
Veja abaixo alguns links com sugestões de exercícios de alongamento e boas pedaladas.
http://www.corberabtt.net/Imatges/Estiraments%20BTT%20copia.jpg
http://www.geocities.com/triathlonpaiva/alongamento1.gif
http://www.caminhodesantiago.com/walter/img/alongamento.gif
FONTES E REFERÊNCIAS
Revista Pedal. Ed. 54/2009.
http://www.alongamentos.com/alongamento-no-esporte.htm
domingo, 29 de março de 2009
Menos de uma semana depois de queda, Lance volta à bicicleta
Uma queda, uma placa de metal para consertar a clavícula e 12 pinos. Mesmo com tudo isso, Lance Armstrong já está de volta à bicicleta. Não que o norte-americano já esteja curtindo o vento e o asfalto das estradas. Por enquanto os esforços são controlados e o heptacampeão da Volta da França tenta manter sua forma dentro de casa, em uma bicicleta ergométrica.Em seu Twitter – o ciclista é um dos que mais usa a ferramenta, a exemplo do que aconteceu nesta semana, - ele contou que pedalou por 30 minutos. A intenção é não perder a forma e estar pronto para correr o Giro d’Itália, em maio, mesmo que sua recuperação seja prevista para 12 semanas.
Depois de colocar um vídeo em que mostrava a radiografia do pós-cirúrgico, Lance postou também fotos dele na bicicleta ergométrica e, pasmem, até dos curativos e da área em que houve a incisão. Recomendado para quem não tem estômago fraco!
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
O AZEITE DE OLIVA

Alimentação balanceada e a prática regular de atividades físicas são os maiores aliados para a manutenção de uma boa saúde. No entanto, alguns alimentos merecem destaque pelas propriedades preventivas e terapêuticas que apresentam; além de serem uma boa fonte de energia para quem pratica esportes.
Juntamente com a videira, a oliveira (Olea europea) foi uma das primeiras árvores a serem cultivadas há mais de 5000 anos no Mediterrâneo e Ásia Menor. E, desde o século VII a.C. o óleo de oliva começou a ser investigado por filósofos, médicos e historiadores devido às propriedades benéficas ao ser humano.
Estudos mais recentes provaram que países onde a dieta é tradicionalmente rica em azeite têm uma incidência menor de problemas cardiovasculares, como é o caso dos povos mediterrâneos. No entanto, o seu consumo hoje não se restringe apenas às regiões produtoras e espalha-se por países mais distantes como o Japão, Austrália ou Brasil.
A palavra azeite origina-se do vocábulo árabe “Az-zait”, que significa “sumo da azeitona” e era utilizado originalmente pelos povos mesopotâmicos para untar o corpo para se proteger do frio, aliviar a dor e curar feridas, amaciar a pele e os cabelos, como combustível para iluminação, lubrificante de ferramentas e em ritos religiosos.
De acordo com o INMETRO, o “azeite de oliva é o produto obtido através do processamento do fruto das oliveiras, a azeitona, sendo que, para ser denominado como azeite de oliva o produto não pode apresentar mistura com qualquer outro tipo de óleo”. Ainda segundo o órgão, somente a certificação dá ao consumidor a garantia de que o produto está de acordo com os requisitos estabelecidos nas normas e regulamentos técnicos aplicáveis.
O azeite de oliva, por ser rico em ácidos graxos monoinsaturados, favorece o controle do colesterol, ajudando a reduzir o colesterol “ruim” (LDL) e mantendo o nível do “bom” colesterol (HDL). E, pela sua composição, favorece na prevenção e tratamento de várias doenças como: aterosclerose, trombose, diabetes tipo 2, alguns tipos de câncer (mama, próstata e trato digestivo), fortalece o sistema imunológico etc; além de possuir as vitaminas lipossolúveis A, D, E e K e auxiliar na absorção do cálcio, prevenindo ou combatendo a osteoporose.
Cientistas de diversas universidades européias publicaram um trabalho onde comparam exames de imagem de voluntários antes e depois do consumo do azeite de oliva e observaram que o hábito de consumir o óleo diminui os depósitos de gordura no abdômen. Ou seja, o consumo regular[1] do azeite de oliva evita o acúmulo de gordura visceral, que está relacionada a doenças cardiovasculares e diabetes.
O fruto das oliveiras também merece destaque. A azeitona apresenta propriedades que a torna uma excelente aliada da nossa saúde. Por não possuir colesterol e conter grande quantidade de ácidos graxos a azeitona pode prevenir o infarto do miocárdio, derrame e aterosclerose, pois ela inibe o acúmulo de gordura nos vasos sanguíneos. As olivas contêm também as vitaminas A e E, fósforo e potássio, que previne as indesejáveis cãibras durante as pedaladas mais severas e regula os batimentos cardíacos; além de tudo, são grandes fontes de fibras, componentes fundamentais para o bom funcionamento do aparelho digestório. Já os hipertensos devem evitar o seu consumo devido à salmoura utilizada na conservação dos frutos.
Existem cerca de 270 variedades de azeitonas, no entanto, somente 24 são regularmente utilizadas na produção de azeite. A variedade das azeitonas e o tratamento do óleo depois da prensagem permitem a fabricação de diferentes tipos de azeite, que são classificados com base nas suas características organolépticas (sabor e aroma), analíticas (acidez) e pelo processo extrativo. Existem basicamente três tipos:
Extravirgem: o mais indicado para beneficiar a saúde. Tem sabor intenso e é o mais puro dos tipos de azeite, com acidez menor que 1 %. É obtido de uma única prensagem das azeitonas. Por não ser misturado a outros óleos e não sofrer a interferência do calor é o que possui maior concentração de antioxidantes.
Virgem: tem acidez de até 2 % e sabor menos acentuado que o extravirgem.
Refinado: são os azeites com acidez maior que 2 % ou com impurezas.
Puro: obtido pela mistura do azeite refinado com o virgem. Tem acidez máxima de 1,5%.
CURIOSIDADES
-Na época dos grandes descobrimentos, por volta do século XVI, o azeite era obrigatório nos navios, utilizado como base para o preparo de medicamentos.
-O período de maturidade e plena produção da oliveira situa-se entre 35 e 150 anos, mas conhece-se espécimes com 2000 anos.
-Os países da União Européia representam 81 % da produção mundial de azeite.
-A Espanha é o maior produtor de azeite, participando com 39 % da produção mundial.
-A Itália é o maior mercado consumidor, com 740 mil toneladas anuais.
-O Brasil está entre os 10 países de maior consumo mundial, no entanto, o consumo per capita (170 g/ano) ainda é muito baixo se comparado à Grécia (25 kg/ano) e Espanha (12 kg/ano).
-O Brasil não figura entre os produtores de azeite devido às condições climáticas desfavoráveis para o cultivo da oliveira.
-Quando bem conservado, abrigado da luz e do calor, o azeite tem o prazo de validade de três anos.
-São necessários de 4 a 5 kg de azeitonas para se produzir 1 litro de azeite.
-A cor não indica a variedade da azeitona, mas a fase de maturação do fruto. As azeitonas são verdes no começo do seu ciclo de amadurecimento e negras no final.
-Cada grama de azeite contem cerca de 9 kilocalorias.
-O chá das folhas de oliveira tem poder antioxidante 300 vezes maior do que o chá verde, mas, não podem ser utilizadas frescas ou secas porque elas possuem grande quantidade de taninos, que tornam a bebida amarga e impedem a liberação de nutrientes. Para serem utilizadas, as folhas devem ser transformadas em pó e depois industrializadas.
-Cada 100 g de azeitonas contêm 140 quilocalorias.
FONTES E REFERÊNCIAS
O poder do azeite. Revista SAÚDE TODO DIA, ano 2, n° 3, 2009.
http://azeite.com.br/
HTTP://oglobo.globo.com/vivermelhor
HTTP://saude.abril.com.br/edicoes/0289/nutricao/conteudo_250539.shtm.
http://wikipedia.org/
http://www.casadoazeite.pt/
http://www.inmetro.gov.br/
http://www.internationaloliveoil.org/
http://www.oliva.org.br/
IMAGENS
http://ttkitchen.blogspot.com
[1] O consumo recomendado de azeite de oliva, para que se obtenha todos os benefícios por ele proporcionados, é de duas colheres de sopa por dia.