"A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer."

(Graciliano Ramos)



segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Alimentação mediterrânea

A FAPESP (Agência de Notícias da Fundação de Amparo à Pequisa do Estado de São Paulo) divulga opinião do perquisador israelense Elliot Berry, professor do Departamento de Nutrição e Metabolismo da Escola de Medicina Hadassah da Universidade Hebraica de Jerusalém, Israel.
Segundo Berry, a boa saúde dos povos mediterrâneos se explica em parte pela alimentação. Mesmo culturalmente diferentes, os países da região partilham alguns ingredientes em comum, entre os quais sete se destacam: trigo, cevada, uva, figo, tâmara, romã e azeitona.
Leia a matéria completa no Boletim Fapesp.
PS: Leia aqui a matéria sobre azeite de oliva publicada pelo blog.

domingo, 29 de agosto de 2010

Skatistas de Campos em São Paulo

Estão em São Paulo participando de mais uma etapa do Campeonato Brasileiro de Free Style os atletas campistas Thiago Freitas e Roberto Ribeiro Jr, conforme divulgou o jornal O Diário News online.
Estamos na torcida para que os atletas representem bem a nossa cidade.
Um abraço e boa sorte.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Lançamento do livro Bicicleta - a cara do Rio

Foi lançado hoje o livro "Bicicleta-A cara do Rio" na livraria Ao Livro Verde.
Os autores tem o objetivo de incentivar a bicicleta como meio de transporte e ainda mostrar as pessoas que pedalar é um bom exercício para manter a saúde em dia.
Uma pena que um evento literário tenha se transformado em propaganda política. Eu, munido de toda a minha ingenuidade, aguardei o momento do lançamento enquanto tomava um e outro cafezinho e consultava alguns livros expostos nas prateleiras. Mas, confesso, fiquei um pouco decepcionado quando percebi a verdadeira intenção por trás do suposto lançamento.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

SISTEMA MUSCULAR ESQUELÉTICO

Cláudio Quintanilha Siqueira
Em todas as nossas atividades diárias estamos constantemente recrutando as estruturas musculares do nosso corpo. Seja dormindo ou praticando esportes eles estão lá, sempre disponíveis para executar o seu trabalho. Alguns, como o músculo cardíaco, por exemplo, nunca param de trabalhar para manter o nosso organismo vivo.
Existem três tipos de tecido muscular no corpo humano, cada um deles com funções específicas:
Músculo Estriado Cardíaco – Também chamado de miocárdio, constitui a parede do coração e possui movimentos involuntários. São os responsáveis pelo bombeamento do sangue para o organismo.
Músculo Liso – Entra na constituição dos órgãos profundos como estômago, bexiga, vasos sanguíneos e intestino, dando-lhes determinados movimentos (contrações). Como o músculo cardíaco, funciona independente da nossa vontade, ou seja, é involuntário. Normalmente são longos e lentos.
Músculo Estriado Esquelético – Os músculos esqueléticos são os responsáveis pelos movimentos do corpo fazendo, portanto, parte do aparelho locomotor que é constituído também pelos ossos e junturas (articulações). Os músculos esqueléticos asseguram o movimento e mantém unidas as peças ósseas, determinando a posição e postura do esqueleto e representam cerca de 40 a 45% do peso total do corpo.
Sendo os órgãos ativos do movimento eles possuem a capacidade de contrair e relaxar, transmitindo os movimentos aos ossos sobre os quais se inserem unidos por tendões, oferecendo uma imensa variedade de movimentos.
O ser humano possui aproximadamente 639 músculos e cada um deles possui o seu nervo motor que controla as contrações, dividindo-se em vários ramos para poder controlar cada célula (ou fibra) muscular, sempre coordenadas pelo cérebro.
A contração muscular produz um trabalho mecânico, normalmente representado pelo deslocamento de um segmento do corpo, quando as fibras musculares reduzem o seu comprimento em cerca de um terço ou metade em relação ao seu estado de repouso durante a contração, realizando um trabalho proporcional a potência e a amplitude de contração, sendo que a potência (força) muscular está diretamente relacionada ao número de fibras do ventre muscular (parte central do músculo, comumente chamada de “carne”).
Os responsáveis pelas contrações da fibra muscular são quatro proteínas: a miosina, a actina, a tropomiosina e a troponina.
A miosina forma os filamentos espessos da miofibrila (componentes da fibra muscular) e estão relacionados à velocidade de contração muscular.
A actina é a proteína que constitui os filamentos finos da fibra muscular, formando junto com a miosina uma treliça de sobreposição com cada filamento fino sendo circundado por três filamentos espessos e seis finos circundando cada um dos filamentos espessos.
A tropomiosina é uma proteína longa e fina que se liga à actina durante a contração muscular e entre si pelas extremidades, formando longos filamentos que sustentam a forma helicoidal da actina.
A troponina é um complexo de três proteínas que participam da contração muscular no músculo esquelético e cardíaco, mas não no músculo liso.
As fibras musculares são basicamente de dois tipos: 1 e 2.
As fibras do tipo 1 são de contração lenta e difícil fadiga, podendo trabalhar por longos períodos, como no caso das maratonas. São ricas em mitocôndrias e em mioglobina, um pigmento semelhante à hemoglobina e que tem a função de armazenar e transportar o oxigênio para o interior da fibra muscular.
As fibras tipo 2 são de contração rápida e de fácil fadiga. São pobres em mitocôndrias e mioglobina. São as utilizadas quando digitamos, por exemplo.
Quando utilizados em excesso ou mal utilizados, provocando esforço além dos limites ou movimentações bruscas, os músculos podem sofrer lesões sendo as mais comuns as cãibras, fadigas e distensões que ocorrem, normalmente, durante a prática esportiva. Portanto, um programa de fortalecimento muscular geral prescrito por profissional qualificado, bem como evitar os excessos são condutas aconselháveis para mantermos a boa saúde da musculatura. O desenvolvimento muscular proporciona equilíbrio do esqueleto, diminuição da gordura corporal, aumento da resistência muscular, proteção das articulações, melhoria da estética corporal e favorece conforto para os afazeres diários.


FONTES

DÂNGELO, José Geraldo; FATTINI, Carlos Américo. Anatomia humana sistêmica e segmentar. 2ª ed. São Paulo: Atheneu, 2000.
SANTOS, Paulo J. M. Fisiologia do músculo Esquelético. Disponível em
http://www.fade.up.pt/fisiologiageral/_arquivo/musculo_esqueletico.pdf
SIRVERTHORN, Dee Unglaub. Fisiologia humana: uma abordagem integrada. 2ª ed. São Paulo: Manole, 2003.


IMAGENS (Na ordem em que aparecem)

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Mais um ciclista atropelado

A Folha da Manhã Online nos trás, hoje, a notícia de mais um atropelamento.
Segundo o jornal, o ciclista foi atropelado por um caminhão de cana no cruzamento da rua 7 de Setembro com Rua do Gás, nesta manhã. A vítima seguia no sentido da ponte da Lapa (Ponte Barcelos Martins) para a Av. 28 de Março quando foi atingida pelo veículo. A bicicleta ficou sob uma das rodas do caminhão e o homem sofreu fraturas no braço e na perna e foi encaminhado para o Hospital Ferreira Machado.
Ocorrências como esta não são novidades numa cidade onde a quantidade de bicicletas que trafega pelas principais ruas e avenidas é enorme, disputando espaço em vias estreitas com ônibus e caminhões.
Além de boa infraestrutura viária precisamos, também, de uma boa dose de educação. Vejo constantemente ciclistas, motoristas e motociclistas desrespeitando as regras mais elementares de trânsito, pondo em risco a si próprio e a terceiros. Outro fenômeno muito comum é a quantidade de bicicletas totalmente desprovidas de freios trafegando pela cidade.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Resposta à enquete

A recente enquete realizada pelo blog apontou 2 leitores (25%) que nunca repararam na coluna "LIVROS - SUGESTÃO DO MÊS", o que estatisticamente pode não ser muito, afinal, foram apenas 8 votos no total mas, para mim, é bastante significativo e o suficiente para alterar a posição da sugestão do mês. Sendo assim, o livro em questão permanecerá na primeira posição da coluna até a próxima proposta.

Obrigado pela colaboração.

Toda crítica e/ou sugestão será bem vinda.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

O colesterol também é importante para o organismo.

O temido colesterol nem sempre é tão ruim assim. Afinal, o nosso organismo também precisa das gorduras para exercer as suas funções fisilógicas. Veja aqui uma ótima matéria sobre o assunto que, com certeza, vai eliminar muitas dúvidas sobre esta substância.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

66ª Prova Ciclística de São Salvador

Foi hoje a 66ª edição da tradicional prova ciclística do padroeiro da cidade de Campos dos Goytacazes em comemoração a 358ª Festa de São Salvador.
O evento foi organizado pela Federação de Ciclismo do Estado do Rio de Janeiro (FECIERJ) e Fundação Municipal de Esportes (FME) e valeu pontos para o Ranking Nacional de Ciclismo de Estrada.
A competição contou com oito categorias, iniciando às 7h 30min com os Cadeirantes e terminando com a tão esperada categoria Elite. Acompanhe abaixo as classificações em cada categoria.
Para ver outras fotos acesse o grupo amigosdabikenf.

Feminino
1º - Fernanda da Silva Souza - Pindamonhangaba - 43:21.311
2º - Cristiane Pereira da Silva - Pindamonhangaba - 43:21.655
3º - Valquíria Pardial - Pindamonhangaba - 43:21.859

MTB
1º - Josenildo Areas Vieira - Avulso - 43:15.510
2º - Leandro Magno Falcão - Avulso - 43:23.692
3º - Edsom Simão Ribeiro - Campos Goytacazes - 43:23.693
4º - Robson Martins Pinto - MTB - 43:23.958
5º - Alvimanio Augusto - FW Engenharia - 43:24.591

Master C
1º - Ricardo Buscema - Sport For Life - 38:08.144
2º - Cleber Guedes - Juiz de Fora - 38:08.145
3º - Ricardo Vasconcellos Martinez - Sport For Life - 38:10.732
4º - Victor Hugo Haddad - Campos Goytacazes - 40:36.686
5º - Erton Bittencourt de Mello - Campinas - 40:37.544

Master A
1º - Fábio Lemos Benzi - Campos Goytacazes - 52:02.666
2º - Fernando Ladeia Peixoto - Belo Horizonte - 52:02.788
3º - Elton Pedrozo da Silva - Santa Bárbara D'Oeste - 52:02.907
4º - Marcelo Oliveira - Vitória - 52:03.260
5º - Alexandre Silva Cardoso - Cachoeiro de Itapemerim - 52:03.312

Master B
1º - Carlos Eduardo Icosstti - ACT - 48:15.676
2º - Evanio Zimmermann - Voight Bikegeban - 48:15.856
3º - Álvaro da Costa Ferreira JR - Voight Bikegeban - 48:16.001
4º - Aerton Antônio da Silva - Campinas - 48:16.067
5º - Alexandre dos Santos - Belo Horizonte - 48:16.124

Regional
1º - Fábio Lemos Benzi - Campos Goytacazes - 53:24.329
2º - João Carlos Barreto Franca - S.J.B. - 53:24.357
3º - Welinton Ribeiro Azeredo - Campos Goytacazes - 53:24.562
4º - Thiago de Almeida Mota - Campos Goytacazes - 53:24.908
5º - Everton de Carvalho Santos - Campos Goytacazes - 53:24.912

Elite
1º - Bruno Fernando de Oliveira Tabanez - Limeira - 1:33:03.688
2º - Tiago Fiorilli - Pindamonhangaba - 1:33:05.702
3º - Eliel Rodrigo Pereira Balbino - Rio Claro - 1:33:09.975
4º - Halysson Henrique Ferreira - Rio Claro - 1:33:17.216
5º - Tiego Gasparoto - Pindamonhangaba - 1:33:17.348


E não é só! Dia 8 (domingo), não percam a sensacional prova de mountain bike Trip Trail São Salvador no Morro do Itaoca (Morro do Rato), com largada prevista para às 9 horas. Compareçam e pretigiem a maior prova de MTB do Norte Fluminense.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Mais exercício e menos remédio

19/7/2010
Por Fabio Reynol

Agência FAPESP – Um estudo verificou que mulheres acima de 60 anos que praticam 150 minutos por semana de atividades físicas moderadas, como caminhadas, consomem menos remédios em comparação às que não têm o mesmo hábito.

A conclusão é de Leonardo José da Silva, no trabalho de mestrado “Relação entre nível de atividade física, aptidão física e capacidade funcional em idosos usuários do programa de saúde da família”, realizado na Universidade Federal de São Paulo com Bolsa da FAPESP.

Silva acompanhou 271 mulheres com idade acima de 60 anos que participaram do Programa de Saúde da Família, organizado pela Prefeitura Municipal de São Caetano do Sul, na Grande São Paulo.

As participantes que cumpriram um programa de exercícios variados de no mínimo 150 minutos semanais apresentaram consumo de medicamentos 34% menor em comparação às mais sedentárias.

“Esse tempo mínimo de exercícios de 2,5 horas semanais é preconizado pela American Heart Association e pelo American College of Sports Medicine”, disse Silva à Agência FAPESP. Com menos de 10 minutos semanais de atividade física o indivíduo é considerado sedentário e entre 10 minutos e 150 minutos de exercícios por semana ele é categorizado como insuficientemente ativo.

Os resultados do estudo de Silva foram apresentados em maio no 3th International Congress Physical Activity and Public Health realizado em Toronto, no Canadá.

Silva contou com uma parceria entre a Unifesp e o Centro de Estudos de Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul (Celafiscs). Guiomar Silva Lopes, professora do Departamento de Medicina Preventiva da Unifesp e orientadora de Silva, considera o programa oferecido pela cidade paulista aos idosos uma valiosa fonte de pesquisa. “Trata-se de uma população pequena e estável, o que facilita o acompanhamento dos participantes durante prazos mais longos”, disse.

As atividades físicas disponibilizadas incluem caminhadas, exercícios de aprimoramento de força muscular, equilíbrio, flexibilidade e capacidade aeróbica. Há também visitas domiciliares feitas por agentes de saúde, nas quais os idosos são incentivados a praticar atividades físicas frequentes, como ir ao mercado ou fazer um passeio a pé.

O consumo de remédios das participantes da pesquisa foi avaliado por meio do cadastro da Secretaria Municipal da Saúde de São Caetano do Sul. Na base de dados estão registradas informações relevantes sobre todos os participantes do Programa de Saúde da Família, incluindo os medicamentos consumidos regularmente.

Economia de medicamentos

Segundo Guiomar, os resultados do estudo poderão subsidiar políticas públicas que incentivem a atividade física visando à prevenção e controle das doenças crônicas associadas ao envelhecimento, reduzindo despesas com medicações e internações.

“Podemos perceber a importância desse estudo ao constatar que o idoso consome, no mínimo, cinco medicamentos associados a doenças ligadas ao envelhecimento”, disse a orientadora.

A relação causa e efeito entre atividade física e consumo de medicamentos ainda está sendo estudada. A redução dos níveis de pressão arterial proporcionada pela atividade física é uma das hipóteses levantadas pelo estudo de Silva, uma vez que a doença é uma das mais comuns entre a população idosa, estando presente em mais da metade das pessoas acima de 60 anos.

O diabetes, com prevalência de 25% entre idosos, é outra enfermidade afetada pelo nível de atividade física. “Há estudos indicando que exercícios respiratórios aumentam a sensibilidade do organismo à insulina”, comentou a professora da Unifesp.

Esse efeito é importante para as pessoas em cujos organismos a insulina não atua de maneira eficiente. “A resistência à insulina tem alta prevalência na população idosa e se caracteriza pela menor resposta à insulina, com aumento discreto da glicemia e da insulinemia. Estes fatores juntos contribuem para a obesidade e o aumento do risco de doenças cardiovasculares”, disse.

As mulheres são as que mais se beneficiam da prática de atividades físicas, no caso levantado em São Caetano do Sul. Guiomar conta que a pesquisa se restringiu ao público feminino porque ele representa a grande maioria dos participantes do programa.

A professora ressalta que não são completamente conhecidas as razões que levam a menor participação masculina nessas atividades. “Sabemos que a mulher tem expectativa de vida um pouco maior do que a do homem, aumentando a frequência de mulheres viúvas e sozinhas, porém esse fato não explica a absoluta ausência masculina”, disse.

Segundo Silva, o estudo destaca o fortalecimento da medicina preventiva, área que se encontra em crescimento e tem laços com a educação física. “A prescrição de medicamentos ainda é preponderante na prática médica. Podemos diminuir esse consumo de remédios com métodos de prevenção baratos e simples como a atividade física”, sugeriu.


FONTE E IMAGEM: Agência FAPESP

domingo, 25 de julho de 2010

RELAÇÃO CINTURA-QUADRIL

Cláudio Quintanilha Siqueira
Sabemos, hoje, que um dos fatores causadores de problemas coronarianos é a obesidade, porém “ela é tida como uma relação codependente com outros fatores” (PINTO et al, 2007) e, segundo Silverthorn (2003), os fatores de risco são geralmente divididos entre aqueles que a pessoa não tem controle (sexo, idade, histórico familiar de doenças etc) e aqueles que podem ser controlados como tabagismo, obesidade, sedentarismo, altas taxas de colesterol e triglicerídeos.
Segundo Pinto et al (2007) a população obesa vem crescendo cada vez mais e isto é um fato preocupante porque, além de doenças cardíacas a pessoa está sujeita a adquirir outras doenças relacionadas à obesidade, como o diabetes tipo II que afeta, segundo o Ministério da Saúde, cerca de 246 milhões de pessoas em todo o mundo e no Brasil a ocorrência média de diabetes na população acima de 18 anos é de 5,2%, o que representa 6.399.187 pessoas.
De acordo com Alves, Coutinho & Santos (2008) a avaliação antropométrica e a identificação do excesso de peso podem favorecer a identificação precoce do risco cardiovascular e, dizem ainda, “estudos destacam que a circunferência da cintura elevada, além da inadequação de outros índices como índice de massa corporal (IMC) e a razão da circunferência cintura/quadril (RCQ) podem contribuir para o aumento do risco coronariano.”
Machado & Sichieri (2002) obtiveram em estudo relacionando a circunferência cintura/quadril entre homens e mulheres adultos resultado que mostra que a RCQ inadequada esta associada diretamente à idade, tabagismo e IMC e inversamente a escolaridade, renda e atividade física e que “a distribuição da gordura corporal tem um forte determinação genética.”
A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda as medidas dos perímetros da cintura e do quadril como referência para a identificação do risco coronariano, pois o aumento da deposição de gordura abdominal na população pode fornecer um indicador sensível dos problemas de saúde relacionados ao sobrepeso. Além disso, “a utilização dessas medidas tem a vantagem da simplicidade e basear-se em medidas de fácil obtenção, sendo por isso um instrumento de grande valia.” (PEREIRA, SICHIERI & MARINS, 1995). Segundo as autoras, se comparada à razão cintura/altura (RCA) e ao perímetro da cintura (PC) a RCQ apresenta maior capacidade preditiva de hipertensão arterial e menor correlação com o IMC, permitindo maior discriminação de indivíduos em risco de doença crônica, “particularmente hipertensão arterial” e encontraram evidências de que indivíduos com IMC abaixo de 25 kg/m² apresentaram RCQ com melhor desempenho. Resultados que evidenciam que o efeito da gordura total pode ser menos importante do que o efeito da gordura depositada no abdômen, “em consonância com o que tem sido sugerido por outros autores.”
A obtenção da RCQ é fácil, porém, deve ser realizada por pessoas capacitadas para evitar avaliações enganosas e atitudes precipitadas. Utilizaremos no presente trabalho as técnicas apresentadas por Marins & Giannichi (2003) para a obtenção dos perímetros da cintura e do quadril:
Circunferência abdominal (cintura): o ponto anatômico de referência é a cicatriz umbilical, colocando-se a fita em plano horizontal.
Circunferência do quadril: a fita deverá ser colocada de forma horizontal, tomando como ponto de referência a região de maior volume dos glúteos.
Agora, para se determinar a RCQ basta dividir os resultados obtidos:
RCQ = Cintura (cm)/Quadril (cm).
Pereira, Sichieri & Marins (1995) indicam utilizar os valores de 0,95 como referência da RCQ para homens e 0,80 para mulheres, porém, Pinto et al (2007) utilizaram em seu estudo a tabela de classificação do programa Physical Test 5.0 para analisar a classificação da RCQ, o que nos fornece valores mais específicos para as diversas faixas etárias.

O presente trabalho não tem a intenção de ser referência absoluta no tema em questão. Pretendemos apenas fornecer conhecimentos básicos a respeito de um assunto que atinge a todos e que tem sido tratado como problema de saúde pública. Os profissionais de saúde devem sempre ser consultados antes de tomarmos decisões ou nos medicar. Procurem orientação junto aos profissionais capacitados para evitar erros de avaliação e atitudes que possam comprometer a sua saúde.


REFERÊNCIAS

ALVES, Lívia Ramos; COUTINHO, Vanessa; SANTOS, Luana Caroline dos. Indicadores antropométricos associados ao risco de doença cardiovascular. Arquivos Sanny de pesquisa em Saúde, Santos, v.1, n.1, set./out. 2008.

BRASIL, Ministério da Saúde. Dia Mundial do Diabetes. Disponível em http://portal.saude.gov.br/saude/area.cfm?id_area=1457

MACHADO, Paula Aballo Nunes; SICHIERI, Rosely. Relação cintura-quadril e fatores de dieta em adultos. Revista Saúde Pública. Vol 36, nº 2. São Paulo: abr-li/2002. Disponível em http://www.scielosp.org/pdf/rsp/v36n2/9212.pdf

MARINS, João C. Bouzas; GIANNICHI, Ronaldo S. Avaliação e Prescrição de Atividade Física: Guia prático. 3ª Ed. Rio de Janeiro: Shape, 2003.

PEREIRA, Rosângela Alves; Sichiery, Rosely; MARINS, Vânia M. R. Relação cintura-quadril como preditor de hipertensão arterial. Caderno Saúde Pública. Vol. 15. Nº 2. Rio de Janeiro: 1999.

PINTO, Marcus Vinícius de Mello et al. Análise dos riscos coronarianos através da relação cintura-quadril em taxistas residentes na cidade de Cara-tinga-MG. Revista Digital – Buenos Aires –Ano 12 – nº 114 – Novembro de 2007. Disponível em http://www.efdeportes.com/efd114/riscos-coronarianos-em-taxistas.htm

SILVERTHORN, Dee Unglaub. Fisiologia Humana: Uma abordagem integrada. 2ª Ed. São Paulo: Manole, 2003.


IMAGENS

http://solegelo.blogspot.com/2008/06/explorar-as-pase-de-matemtica-2008_29.html

http://andreiatorres.blogspot.com/2007/05/relao-cintura-quadril.html