"A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer."

(Graciliano Ramos)



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sexta-feira, 17 de junho de 2011

Pedaladas da baixada

Atenção galera,
A Hardbike convida para a Pedalada da Baixada que ocorrerá no dia 19 de junho. Participem!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Campos x Guarapari 2009

O tradicional passeio a Guarapari mais uma vez foi um sucesso.
Organizado pela Hard Bike Sport, sob a batuta do "maestro" José Ornis, a aventura teve início às 20h 30min do dia 19, quando os dez pedaleiros se dirigiram a Guarapari, percorrendo o litoral capixaba e passando por lugares de beleza ainda rústica como Praia da Neves e Marobá.

Perdidos na Noite
Como todo passeio que se preze, alguém tem que se perder. Nesse caso os perdidos da noite erraram o caminho para Travessão de Campos, causando desconforto e irritação num dos componentes do grupo que se achou menosprezado quando não ouviram as suas súplicas para retornarem porque estavam no caminho errado. Este componente, andarilho da velha guarda, desistiu de pedalar em Imburi por volta das 11h 30min, reclamando mais do que nunca. Também, depois que foi para Cabo Frio não quis mais saber de pedalar!


Água de coco para repor as energias
No Hotel Fazenda Costa do Sol, em São Francisco do Itabapoana, o grupo fez uma pausa para se fartar com água de coco, oferecida pela direção do hotel. Fica aqui o nosso agradecimento.
De Praia das Neves até Marobá ainda há, muito preservada, uma grande extensão de vegetação de restinga, pelo menos uns dez quilômetros. Mas é um percurso bastante penoso em função do vento, buracos e areia, o que levou o grupo a fazer uma pausa em Marobá.



A Pousada do Alfredo
Um pouco antes de Marataízes surgiu uma história de uma tal Pousada do Alfredo, personagem fictício criado por um certo "mancheteiro" e absorvido como verdadeiro por dois incautos pedalantes que, mortos de cansados, acharam que ficariam na tal pousada até que o carro de apoio retornasse de Guarapari e os apanhasse. E o motorista confirmou tudinho...

Explicarei melhor: Um dos andarilhos, percebendo a aflição de alguns pedalantes devido ao desgaste físico acentuado pela falta de treino, criou a história de um tal de Alfredo que servira ao Exército com ele e que teria uma pousada em Marataízes. Combinaram um certo valor para que pudesse descansar e tomar um banho até que o carro de apoio retornasse para pegá-lo. Ao ouvir a conversa um dos aflitos imediatamente se canditatou a ficar também, o que foi seguido pelo segundo aflito. Em Marataízes, após farto café numa das padarias, os dois suplicantes retiraram as respectivas bagagens do carro e sentaram comportadamente no banco em frente a padaria a espera de Alfredo que viria pegá-los e levar para a pousada. O criador da história deixou os dois por lá e foi necessária a intervenção do motorista, cujo nome é Eloísio, para desmentir tudo. Após o desmentido a viagem seguiu com mais essas duas baixas.

A Maldição de Alfredo
Em Itaoca tivemos o primeiro e único pneu furado. Nas proximidades da Praia do Aghá Jaba teve alguns problemas com relação a troca de câmaras de ar e optou por substituir a bicicleta para concluir o passeio, não sem sofrer um bocado por causa do selim diferente do seu, além do sol forte. A bicicleta era de um dos que cairam no conto da pousada.
Em Piuma faltou pouco para ocorrer uma tragédia: o transbike não suportou o peso das três bicicletas e estava se soltando quando, numa esquina, alguém gritou que estava caindo tudo. Depois de arrumar as bikes e atrapalhar o trânsito a viagem seguiu sem mais percalços. Em tempo: a primeira bike a cair do transbike seria a do criador da Pousada do Alfredo.

Os nomes das feras (em ordem alfabética para não haver crises de ciúme)
Carlinho - Um destaque, na opinião de Eloísio.
Cristiano - Bom no pedal, como sempre.
Gustavo - O Girino nunca esteve tão cansado.
Jaba - O amigo de Alfredo.
Joelmo - O pai da linda Sofia manteve-se firme enquanto pôde.
Lotério - Manteve-se meio calado, o que não é do seu feitio.
Luiz - Estreante. Mandou bem.
Maurílio - Veio de São Fidélis para prestigiar o passeio. Pena que não encontrou a Pousada do Alfredo.
Tarcísio - Manteve-se "fora de área" a maior parte do tempo.
Vaninho - O dançarino.
Apoio - Cacau e Eloísio

Impressão dos novatos
Tivemos três estreantes no passeio deste ano, cujos depoimentos sobre a viagem são transcritos abaixo:

Joelmo: "Muito castigado, cansativo. Mas a galera é boa, porém um pouco dispersa. Tem que ter bom preparo para aguentar o pique. No mais é aproveitar a paisagem."
Maurílio: "Devo melhorar na próxima (treinamento e alimentação). Estou acostumado a pedalar no máximo 100 km. Não tinha idéia da dificuldade do percurso."
Luiz: "Apesar do vento foi muito bom."

Bom, amigos, qui me despeço torcendo por todos e que no próximo ano consigamos concluir o percurso sem baixas.

Um abraço e boa sorte.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

VIAGEM CAMPOS DOS GOITACAZES (RJ) - GUARAPARI (ES)

Cláudio Quintanilha Siqueira
14/11/2008 – sexta-feira
O tradicional passeio a Guarapari foi um sucesso!
Organizado pela Hard Bike Sport, tendo a frente o “maestro” José Ornes e a “garota-propaganda” Kellen, o passeio já virou tradição, sendo esta a 5ª edição do evento que teve como novidade a companhia de outras pessoas além dos ciclistas que percorrem o trajeto no pedal. Parentes e amigos que optaram em ir de ônibus, fretado para este fim, puderam se juntar ao grupo pela manhã.
A saída aconteceu, como de praxe, em frente a Hard Bike. Após duas orações lideradas por Luciano, os onze pedalantes saíram em direção ao destino às 20h5min, tendo como carro de apoio a Kombi da loja pilotada por José Lírio. Os outros, que são normais, saíram mais tarde no ônibus para dormir em Guarapari e nos encontrar lá pela manhã.

A chuva que caiu o dia todo também nos acompanhou até São Francisco do Itabapoana – uma chuvinha fina, porém persistente - mas nem isso tirou o ânimo da galera. Após percorrermos aproximadamente 30 km tivemos o nosso primeiro contra-tempo: um pneu furado, que foi rapidamente consertado.

Em São Francisco do Itabapoana, fizemos a primeira parada para um lanche mais reforçado, não sem antes rolar um pequeno estresse. Os primeiros a chegar a uma pequena lanchonete localizada na beira da pista disseram para os demais seguirem em frente, que não era para parar. Bom, seguimos eu, Jaba e José Carlos em frente, mas não encontramos nenhuma padaria aberta como desejávamos – também, as onze e tantas da noite, né? - e ficamos esperando pelo pessoal. Após uns longos minutos de espera e vendo que ninguém aparecia, resolvemos voltar para ver o que estava acontecendo. Eles apenas lanchavam enquanto os três patetas ficaram aguardando. Aí foi aquele disse-me-disse. Mas no final tudo se resolve e a coisa descambou para a sacanagem, como sempre acontece. E Tarcísio, como é de praxe, levou a culpa pelo mal entendido.
Em alguns trechos o asfalto é muito ruim e um dos milhares de buracos resolveu se postar exatamente onde passaria Vaninho, jogando o mesmo ao chão. Nada além de um joelho esfolado. Ele escolheu a hora e o local errados para limpar os óculos.
A primeira baixa aconteceu em São Francisco. Bebel resolveu se poupar para o dia seguinte e trocou a bike pela Kombi.
A segunda baixa foi desse que vos escreve. Depois de pedalar aproximadamente 80 km até a divisa dos estados do RJ e ES, em Barra do Itabapoana, também resolvi poupar os meus joelhos. Logo em seguida veio Luciano que pegou uma carona até Marataízes e lá retornou ao pedal.
A partir da divisa dos estados até Marobá a estrada é um horror. Areia, buracos e poças d´água tornavam o percurso difícil, exigindo grande esforço dos ciclistas.
Em Marataízes, já de manhã, o grupo parou para tomar café e o coitado do Lotério se jogou na calçada feito um molambo. Enquanto os demais repunham os carboidratos gastos ele ficou lá, jogado no chão.

Na saída de Anchieta encontramos o para-atleta Helinho – veja a última entrevista no blog – iniciando mais um treino. Falante como sempre, conversou um pouco com o grupo, contou alguns causos, tiramos algumas fotos e lá foi ele, pedalando numa perna só em direção a Guarapari.
Aproximadamente às 10h40min o grupo chegou a Guarapari, onde o restante do pessoal nos aguardava, inclusive Jaba e Cristiano que a partir de Anchieta dispararam na frente e chegaram uns 30 min antes dos demais. Que gás!
Para muitos a cidade de Guarapari dispensa apresentações, mas para aqueles que não a conhece segue abaixo um resumo do que é este pequeno pedaço do litoral capixaba.
Localizada a apenas 64 km da capital do estado Vitória e a 200 km de Campos dos Goitacazes, Guarapari possui a orla quase totalmente urbanizada e, segundo o Guia Quatro Rodas, a melhor moqueca capixaba. Além da vida noturna, hotéis, bares e restaurantes, a cidade oferece outras atrações como a Igreja Matriz, construída de 1585 pelo padre Anchieta; praias, como do Morro, dos Namorados, Castanheiras, Areia Preta, Meaípe entre outras e turismo de aventura: mergulho, escalada e rapel.
No domingo pela manhã, saímos para uma pedalada até Buenos Aires. Aqueles que levaram as suas bicicletas no ônibus juntaram-se aos outros para subir a serra enquanto os demais foram no ônibus para nos encontrar lá.
De um total de aproximadamente 10 km, uns 6 é composto de subida com vistas muito bonitas da cidade, das praias e parte da mata atlântica. Não é de espantar que praticamente metade do grupo pediu clemência antes de concluir a subida e outros somente conseguiram empurrando a bike morro acima. Mas o resultado foi compensador. Além dos banhos revigorantes na cachoeira o grupo foi apresentado a Nasser e sua família que vive isolado no local.
Lá pelas 18 horas retornamos para Campos revitalizados e prontos para mais uma semana de labuta. Bom, eu acho, né.
Veja as impressões dos bikeloucos (para evitar crises de ciúmes, muito comuns entre os psicopatas do grupo, os nomes serão listados em ordem alfabética.)
Bebel – Foi um sofrimento. Um grande desafio. Vou me preparar melhor para a próxima vez.
Carlinho – Excelente!
Clarice – Foi a minha primeira pedalada a Buenos Aires (Guarapari). Adorei a experiência! Foi o máximo conhecer a família Nasser; ter o apoio dos companheiros Cacau e Lotério quando a corrente da minha bike quebrou. Desci melhor com as orientações do Lotério. Haviam me ensinado de forma errada. Se não fosse a dificuldade em passar as marchas, teria subido melhor. Mas fui e voltei na bike. E a chegada foi uma felicidade, pela quebra de limites a que me propus.
E para fechar com chave de ouro, os colegas Cristiano e Carlinho me acompanharam de bike para ver o mar e algumas ruas da cidade, já que não saí ontem por causa das provas que fiquei corrigindo. Obrigada!
Cristiano – Agradeço a Deus pela oportunidade de estar junto com os amigos e que essa união perdure.
Hugo – Pensei em desistir, mas no final fui premiado. Excelente passeio.
Jaba – O percurso foi leve e gratificante, mas Tarcísio pediu arrego. Vaninho é testemunha.
O momento único do passeio foi quando a “perereca” do Tarcísio voou longe quando ele foi fazer uma graça para um cachorro próximo a Marataízes.
José Carlos – Foi a minha primeira experiência num percurso longo. Foi melhor do que o esperado.
Lotério – A soma da ecologia com o esporte gera mais amor. Foi excelente o convívio familiar.
Luciano – Foi difícil, mas se houver outra eu vou de novo.
Tarcísio – Foi uma das mais duras e mais prazerosas.
Vaninho – Não foi uma viagem, foi um massacre. Fui enganado. Mas venho de novo.

Bom, pessoal. Até a próxima. Ano que vem tem mais.